2022

Dois mil e vinte e dois está a chegar ao fim e para o ano celebraremos o nosso 10º aniversário! O tempo passa rápido e o percurso tem sido rico e gratificante – mas também, às vezes, desesperante. A mudança que desejamos ver acontecer avança lentamente; mas avança, acontece, graças a tantas pessoas que trabalham no terreno, colegas com quem partilhamos uma visão de futuro.

O início de 2022 foi marcado, precisamente, por uma actualização da nossa visão. Esta foi partilhada publicamente, juntamente com os sete valores que elegemos como os mais importantes neste momento.

Um dos acontecimentos mais marcantes foi a criação da Rede de Teatros com Programação Acessível, que tem o apoio do BPI/Fundação La Caixa e é coordenada pela Acesso Cultura. O seu primeiro ano de actuação foi a temporada 2021-2022. Tendo começado com cinco membros, conta agora com sete (A Oficina – Guimarães, Cineteatro Louletano, O Teatrão – Coimbra, Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, Teatro José Lúcio da Silva – Leiria, Teatro Municipal Baltazar Dias – Funchal, Teatro Municipal da Covilhã). Aprendemos muito em conjunto, definimos e afinámos políticas e procedimentos, ajudámos a chegar a mais pessoas, algumas das quais nunca tinham entrado num teatro, porque não tinham acesso à programação.

Em Maio, concluímos o projecto Arte e Deficiência, que se iniciou em 2019 e que teve o apoio do British Council e da Direcção-Geral das Artes. Apostámos na capacitação de diferentes profissionais do sector, realizámos um programa de mentoria e, este ano, concluímos com um seminário inspirador que nos permitiu conhecer o trabalho de diferentes estruturas artísticas britânicas.

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É também neste ano que se conclui o primeiro grande projecto europeu do qual a Acesso Cultura foi parceira: Every Story Matters. O foco do projecto foi a promoção da inclusão através da literatura para crianças e jovens. A conferência de abertura foi em Lisboa, em Novembro de 2019 e o último encontro dos parceiros foi na Feira do Livro de Frankfurt em Outubro de 2022. Pelo meio, masterclasses, workshops em diversas bibliotecas do país, e ainda, seis livros de seis novos talentos (em Portugal e em português, “O Duelo”, de Inês Viegas Oliveira, editado pela Planeta Tangerina). Todo este material, e mais ainda, continua disponível no website do projecto. Um outro legado do projecto é o nosso curso de capacitação sobre bibliodiversidade, que realizaremos no próximo ano.

Foi dada continuidade à discussão sobre barreiras à participação cultural, primeiro graças ao programa PARTIS & Art for Change da Fundação La Caixa e Fundação Calouste Gulbenkian (que nos levou a Beja, Espinho, Guarda e Ponta Delgada) e depois graças ao trabalho da estrutura Terra Amarela (que nos levou a Sever do Vouga, Loulé, Ourém, São João da Madeira, Leiria e Águeda). Com a publicação do estudo da Fundação Calouste Gulbenkian sobre os hábitos culturais dos portugueses – e, sobretudo, a interpretação que foi feita do mesmo – torna-se ainda mais necessário e urgente ganharmos um conhecimento mais profundo sobre a relação das pessoas, em qualquer ponto do país, com a Cultura.

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A formação em audiodescrição de nove pessoas de diferentes pontos do país foi outro grande projecto, que não teria acontecido sem o empenho e a generosidade de diferentes agentes: as Direcções Regionais de Cultura do Norte, Algarve e Madeira; as Câmaras Municipais do Funchal e do Porto; e, ainda, o El Corte Inglés. Quisemos dar resposta à necessidade urgente de ter mais pessoas com boa preparação técnica para prestar este serviço, fundamental para o acesso à cultura das pessoas com deficiência visual.

Paralelamente, estamos a esforçar-nos para criar melhores condições de acesso para pessoas Surdas e com deficiência auditiva. Para além da promoção da Língua Gestual Portuguesa, procuramos sensibilizar as organizações culturais para a necessidade de haver também legendagem para surdos em conteúdos audiovisuais, espectáculos e eventos realizados em língua portuguesa. Há pouco tempo, os teatros que são associados da Acesso Cultura e as empresas que lhes prestam serviços de legendagem participaram numa primeira acção de sensibilização, que será seguida de uma formação no próximo ano.

Como em todos os anos anteriores, tivemos ainda:

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E ainda, como sempre, muitos cursos de capacitação e formações internas que nos permitem chegar mais próximo dos nossos colegas, conhecer as suas realidades, pensarmos e actuarmos em conjunto para uma sociedade curiosa e inclusiva, na qual qualquer pessoa possa sonhar, ter oportunidades para participar e ser o melhor que puder. É esta a nossa visão, é isto que nos move.

Boas festas, bom ano novo!

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