Imagem de debate em Vila Nova de Famalicão

A Acesso Cultura organiza debates abertos aos profissionais do sector cultural e a todas as pessoas interessadas para podermos reflectir em conjunto sobre questões ligadas à acessibilidade – física, social e intelectual – que têm um impacto no nosso trabalho e na nossa relação com pessoas com variados perfis. Os resumos dos debates encontram-se disponíveis para consulta no final da página. Os debates têm início às 18h30 e a entrada é livre (sujeita à lotação das salas).

Actualmente, os debates acontecem simultaneamente em 13 cidades diferentes: Angra do Heroismo, Aveiro, Castelo Branco, Covilhã, Évora, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada, Porto, Torres Novas, Vila Nova de Famalicão e Vila Real.

As datas dos debates de 2020 são: 18 de Fevereiro, 21 de Abril, 16 de Junho e 17 de Novembro.

Próximos debates

Data extra
8 de Junho às 21h30
Cultura: serviço essencial
Convidados: Ana Isabel Bragança e Ricardo Baptista, ondamarela; Hugo Cruz, criador e programador cultural; Madalena Victorino e Giacomo Scalisi, Directores Artísticos do Lavrar o Mar; Márcio Laranjeira, Lovers&Lollypops; Vera Mantero, bailarina e coreógrafa, O Rumo do Fumo.
Debate online: link de acesso
Se precisar de intérprete de Língua Gestual Portuguesa, por favor, entre em contacto através de geral@acessocultura.org

O programa “Cultura para Todos”, que visa a inclusão social através da cultura, deixou de ser prioritário. Verbas que não foram ainda comprometidas (algumas simplesmente porque não foram ainda assinados os contratos) serão alocadas a medidas de mitigação dos efeitos directos da pandemia – por exemplo, a aquisição e produção de equipamentos de saúde e bens de protecção. Uma nova linha de financiamento, “Programação Cultural em Rede”, privilegia programação cultural com potencial para alavancar o turismo e permite uma diferente abordagem – mais abrangente em termos de públicos.

Estes esclarecimentos por parte de vários agentes governamentais provocaram um debate aceso por várias razões: pela visão que se tem da Cultura e do seu papel na sociedade; pelo entendimento que se tem da cultura democrática; pelo menosprezo que parecem manifestar em relação ao trabalho com pessoas habitualmente excluídas da vida em sociedade em geral, e da participação cultural em especial; pela hierarquização dos serviços considerados essenciais para os cidadãos, onde, por exemplo, a Saúde é mais essencial que a Cultura.

E é. Dito isto, durante o estado de emergência, e agora de calamidade, a maioria dos portugueses recorre mais aos serviços de Cultura do que (felizmente) aos serviços de Saúde. Uma coisa é tão essencial como a outra.

Porque os temas associados a este assunto são muitos, neste debate (que pode ser o primeiro de muitos) gostaríamos de nos concentrar num aspecto específico. Partindo do pressuposto que a Cultura é um bem essencial, de que forma é encarada pelos profissionais do sector e pelas tutelas? Qual a linguagem que usam para se posicionarem em relação a este facto? Como se sentem enquadrados nas lógicas económicas e sociais do país? Um bem essencial necessita de “apoios” ou de investimento? Um bem essencial é servido por profissionais que recebem honorários ou por aficionados que recebem caridade? O apoio/investimento visa sustentar os profissionais do sector ou garantir o direito de acesso de todos os cidadãos à fruição e criação cultural?

 

16 de Junho às 18h30
Públicos que se criam a si próprios
Debate online: link de acesso
Se precisar de intérprete de Língua Gestual Portuguesa, por favor, entre em contacto através de geral@acessocultura.org

A ideia da “criação de novos públicos” assenta muito na importância da criação de hábitos em criança. Se não forem os pais a criá-los, o ideal é que seja a escola e, melhor ainda, as organizações culturais em colaboração com a escola. Pressupõe também que as pessoas nascem sem Cultura e que, se os hábitos não forem “criados”, a Cultura continuará a faltar-lhes.

Se esta ideia é problemática e redutora quando aplicada aos públicos, ela perde sentido ao constatarmos que não são poucos os profissionais do sector cultural que não tiveram um contacto formal com o que chamamos de “Cultura” até mais tarde nas suas vidas. E que, em determinado momento, decidiram que era precisamente nesta área que iriam construir a sua carreira.

O que os levou a optar por uma profissão na área cultural? Qual foi o seu percurso? Que ferramentas, visões ou fragilidades terão trazido para “o meio”?

 

Debates anteriores

Clicar na palavra “Resumo”

21.04.2020 | Angra do Heroismo, Aveiro, Castelo Branco, Covilhã, Évora, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada, Porto, Torres Novas, V.N.Famalicão, Vila Real
Ahhh…. o tempo! Da quantidade e da qualidade [realizado online]
Resumo

18.02.2020 | Angra do Heroismo, Castelo Branco, Évora, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada, Porto, Torres Novas, V.N.Famalicão
Municipalização da cultura?
Resumo

19.11.2019 | Angra do Heroismo, Castelo Branco, Évora, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada, Porto, Torres Novas, V.N.Famalicão
“Porte-se como deve ser!” Tensões entre públicos tradicionais e novos
Resumo

28.06.2019 | Castelo Branco, Évora, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada, Porto, V.N.Famalicão
Como viver juntos? A tolerância ao relativismo cultural
Resumo

9.04.2019 | Castelo Branco, Évora, Faro, Funchal, Lisboa, Porto, V.N.Famalicão
Quem faz de quem? Polémicas em relação à interpretação de personagens com deficiência, negros ou de origem asiática, LGBT no teatro e no cinema
Resumo

19.02.2019 | Castelo Branco, Évora, Faro, Funchal, Lisboa, Porto, V.N.Famalicão
O politicamente correcto: uma forma de incluir ou uma nova barreira?
Resumo

20.11.2018 | Évora, Funchal, Lisboa, Loulé, Porto, VN Famalicão
Programar nas periferias: O quê? Para quem? Com quem?
Resumo

19.06.2018 | Évora, Funchal, Lisboa, Loulé, Porto, VN Famalicão
Acessibilidade: O que impede as boas práticas?
Resumo

17.04.2018 | Évora, Funchal, Lisboa, Porto, S. Brás de Alportel, VN Famalicão
Podem as organizações culturais fazer política? Devem?
Resumo

20.02.2018 | Évora, Funchal, Lisboa, Loulé, Porto, VN Famalicão
Design de comunicação elitista?
Resumo

21.11.2017 | Évora, Faro, Lisboa, Porto
O que é o elitismo na cultura?
Resumo

20.6.2017 | Braga, Évora, Lisboa, Olhão, Porto
Acesso Aberto | Open Access: Um mundo novo
Resumo

18.4.2017 | Évora, Lisboa, Portimão, Porto
Dizer o indizível para quê?
Resumo

21.2.2017 | Évora, Faro, Lisboa, Porto
Fora de portas: E quem não pode vir ter connosco? Continuação…
Resumo

15.11.2016 | Évora, Faro, Lisboa, Porto
O que é o elitismo na cultura?
Resumo

14.06.2016 | Évora, Faro, Lisboa, Porto
Arte (in)acessível: papéis que se cruzam
Resumo

Gravação vídeo do debate em MIRA FORUM (Porto)

19.04.2016 | Évora, Lisboa, Olhão, Porto
Poesia nossa de cada dia
Resumo

16.02.2016 | Évora, Lisboa, Porto, Tavira
“Nós” e os “Outros”: a Cultura na crise dos refugiados
Resumo

19.11.2015 | Évora, Lisboa, Loulé, Porto
Igualdade de género: um (não) assunto no sector cultural?
Resumo

18.06.2015 | Lisboa, Porto, S. Brás de Alportel
Projectos participativos: partilhando a responsabilidade
Resumo

21.5.2015 | Lisboa, Portimão, Porto
Modelos de gestão para a acessibilidade: o que é preciso?
Resumo

23.4.2015 | Lisboa, Loulé, Porto
No dia do livro: o prazer da leitura ao alcance de todos
Resumo

19.3.2015 | Faro, Lisboa, Porto
Públicos para o cinema: o que se faz em Portugal?
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19.2.2015 | Lisboa, Porto, Silves
Horários de teatros e museus: conciliando necessidades, criando oportunidades
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22.1.2015 | Albufeira, Lisboa, Porto
Turismo acessível: oportunidades e obrigações
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11.12.2014 | Lisboa, Loulé, Porto
E as pessoas? Os públicos nos conteúdos dos cursos de gestão cultural e museologia
Resumo

13.11.2014 | Lisboa, Porto
Música e pessoas surdas: Uma relação possível
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16.10.2014 | Lisboa, Porto
Direito de autor e domínio público: Liberdades e implicações para públicos, instituições, artistas
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19.06.2014 | Lisboa, Porto
Arquitectura: questões de limitação e de libertação
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22.05.2014 | Lisboa
Linguagem acessível: somos capazes de nos fazer entender?
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10.04.2014 | Lisboa
Artistas com deficiência: o que têm de especial?
Resumo

20.03.2014 | Lisboa
Fora de portas: e quem não pode vir ter connosco?
Resumo

20.02.2014 | Lisboa
Comunidades imigrantes: representar, envolver, manter
Resumo

16.01.2014 | Lisboa
Legislação na acessibilidade: acrescentar ou fazer cumprir?
Resumo

12.11.2013 | Lisboa
Cobrar ou não cobrar? E quanto? Políticas de preços para as pessoas com deficiência
Resumo

24.10.2013 | Lisboa, Porto
Serviço público, museus e fotografia: que limites?
Resumo
Sugestões de leitura

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