6 de outubro de 2026
Caros associados,
Os primeiros dias do mês trazem notícias da família:
- Quem somos? A Acesso Cultura faz-se também das pessoas e organizações associadas. Quem são e porque escolhem fazer parte desta associação?
- Os associados convidam: este é o espaço para quem faz parte da associação partilhar as suas notícias. Se quiserem divulgar as vossas iniciativas, escrevam-nos para acessocultura.anabraga@gmail.com.
- O que andamos a fazer? Outubro é o mês de um dos momentos mais felizes do ano para a Acesso Cultura. A Conferência Anual é uma oportunidade para nos encontrarmos e refletirmos em conjunto.
Quem somos?

Cláudia Almeida
“Pertenço à Acesso Cultura (é bonito de o dizer assim) desde 2014, num percurso que nasce da minha relação com o lugar e o espaço da cultura (como público e beneficiária, participante, voluntária/ pro bono…) e a vontade de contribuir para que este seja aberto, nas portas e nos abraços, mais acessível, nas diferentes dimensões.
Na Acesso Cultura encontrei um espaço de desafio, reflexão, aprendizagem e participação, onde tive a oportunidade de contribuir um pouco, de algumas formas (moderação de debates, em ações de formação, representação, outras iniciativas…) e, sobretudo, de aprender com pessoas e experiências múltiplas e diversas.
Identifico-me com a ação efetiva da Acesso Cultura e com a Visão que persegue – a Felicidade, o exercício da identidade e do Ser Pessoa, a centralidade das periferias, do comum ser de todos, da descoberta constante do todo a que ninguém escapa, mas que onde muitos não conseguem ter voz, ou ouvido ou palco ou batuta…
Da janela da Acesso Cultura, vê-se com equidade, conscientes dos direitos humanos, da necessidade da participação e da urgência do reconhecimento da singularidade, diferença de cada pessoa. Sabemos – as pessoas da Acesso – que a cultura e as organizações culturais podem e devem reconhecer e assumir o seu potencial, o seu direito, a sua obrigação, o seu impacto no exercício da cidadania e na construção de uma sociedade mais justa e sem barreiras. Um lugar e um tempo onde nos podemos expressar e ser cutucados, despertos para o que não conhecemos e em nós ainda não tínhamos descoberto, talvez.
Tenho uma alegria enorme de fazer parte desta comunidade, da Acesso Cultura, que faz possível mais um passo, menos um obstáculo. Acredito aqui nos gestos (às vezes pequenos, mas nunca silenciosos), consistentes e constantes, em todo o lado e todo o tempo, na força de criar relações, de estarmos juntos no questionar e na procura de respostas: pôr em comum aquilo que sabemos e aquilo que ainda estamos a descobrir para nos podermos sentar à mesma mesa, à nossa maneira.”
É consultora em Comunicação, com experiência nas áreas da cultura e formação. É licenciada em Ciências da Comunicação. Motivada pelas pessoas e pela relação entre comunicação, acesso, cultura e património. Membro da Acesso Cultura desde 2014, integrou a Direção entre 2016 e 2019.

Isabel Monteiro
isabel.a.monteiro@cm-lisboa.pt
“Com quase quatro décadas na Administração Local, iniciei o percurso na Ação Social e Cultural, onde aprendi a dar importância às pessoas, às comunidades e ao movimento associativo. A ligação entre o social e a cultura orienta o meu trabalho, através de projetos que promovem participação, inclusão e proximidade.
Independentemente da estrutura ou do serviço onde tenho desenvolvido a minha atividade, procurei sempre levar comigo esta forma de estar: identificar necessidades, criar pontes, envolver pessoas e transformar ideias em projetos e ações com impacto.
Cruzei-me com o trabalho da Acesso Cultura há vários anos, uma vez que a acessibilidade e inclusão sempre foram uma dimensão importante do meu trabalho. Encontrei na Acesso Cultura uma fonte segura de conhecimento e aprendizagem, onde posso encontrar formação acessível, sistematizada e assente numa perspetiva de Direitos Humanos.
Em 2025, senti que era o momento de me tornar sócia de uma estrutura na qual acredito e que me desafia e ajuda a crescer, não só profissionalmente, mas também enquanto pessoa.”
É profissional da intervenção social e cultural, com experiência na mediação com população idosa, programação cultural, museus e mediação de leitura infantil. Atualmente, coordena o Serviço de Inclusão da Rede de Bibliotecas de Lisboa, onde desenvolve projetos de acessibilidade, inclusão e participação cultural.
Linguagem Próxima – Associação Cultural
carla.ribeiro@cm-bombarral.pt / www.rm-bombarral.pt
“Cruzei-me com a Acesso Cultura em 2013, num repto para me associar ao movimento, prontamente aceite, e na participação na Conferência Cultura nas Redes, na Fundação Calouste Gulbenkian.
Foi aí que reconheci uma filosofia que há muito orientava o meu percurso: trabalhar em museus é, acima de tudo, trabalhar para as pessoas.
A minha formação em Antropologia e Museologia e mais de 20 anos de experiência em diferentes contextos museológicos reforçaram a convicção de que os museus devem ser espaços de encontro, conhecimento e participação — espaços verdadeiramente acessíveis, inclusivos, sensoriais e significativos para todos.
Hoje, enquanto responsável por um museu municipal, esta visão ganha ainda mais significado. Pensar um museu é pensar nas suas coleções, mas é sobretudo pensar nas pessoas e nas comunidades: escutar diferentes vozes, criar relações e construir uma instituição cultural aberta, ativa, próxima, participativa e relevante.
É também reconhecer que a acessibilidade e a inclusão não são complementos da atividade museológica. São dimensões essenciais da missão dos museus e da sua responsabilidade perante a sociedade.
Associar-me à Acesso Cultura em 2013 foi, por isso, mais do que uma escolha ética e profissional: foi uma afirmação de princípios. Mais de uma década depois, esses princípios continuam a orientar a forma como penso e trabalho no museu.”
É licenciada em Antropologia e Mestre em Museologia, desenvolve atividade nas áreas do património e museologia. Com experiência em museus nacionais, municipais e especializados, é atualmente responsável pelo Museu do Bombarral, onde alia museologia, acessibilidades, gestão e mediação cultural.

Manuel Morais Sarmento Pizarro
“Nasci em democracia, num país onde a cultura é um direito fundamental consagrado na Constituição. Do ponto de vista formal, nos primeiros anos de atividade profissional, parecia-me que este facto seria suficiente para dormir descansado, confiando na garantia inscrita no documento magno, que este ano celebra o seu primeiro cinquentenário.
O meu percurso começou pela arte e pelo património e, limitado me confesso, talvez tenha olhado inicialmente mais para as coisas do que para as pessoas. O meu olhar patrimonialista, de forte pendor categorizador e sistematizador, habituado a relacionar uma identidade com uma determinada realidade, foi muitas vezes alheio ao facto de que a valorização do património não se faz pelo meu olhar singular e pela minha competência académica e profissional, mas apenas quando redireciono a atenção para o conjunto de pessoas que nessa realidade se reveem, que a questionam ou que, diante dela, se sentem desconfortáveis.
A Acesso Cultura, indubitavelmente, ajudou-me a adquirir esse olhar mais atento: a perceber que a missão de cada profissional do setor deve ser a de reconhecer e articular a diversidade de conhecimentos, mas também de olhares, procurando favorecer a integralidade do acesso ao património, pertença de todos, e a entender que todos devem poder ser também os seus intérpretes e classificadores; ajudou-me, igualmente, a perceber que incluir não é falar em nome de ninguém, mas antes criar condições para que as pessoas participem verdadeiramente, evitando o paternalismo de privilegiar apenas propostas nascidas dentro das instituições, abrindo-se à possibilidade de acolher a vontade e também a crítica, quando pertinente, de quem pretende relacionar-se com o património à nossa guarda.
Graças, sobretudo, aos autoquestionamentos que a Acesso Cultura me tem delicadamente provocado ao longo dos anos, considero-me hoje mais atento à necessidade de incluir todos, de ampliar vozes e de valorizar as comunidades. E, talvez por isso, uma das ideias que hoje norteia a minha ação enquanto profissional da cultura seja esta: “identidade” e “património” devem sempre dizer-se no plural.”
É museólogo e gestor cultural, actualmente Adido Cultural na Embaixada de Portugal em Madrid. Licenciado em História da Arte e mestre em Museologia, foi assessor na Vereação da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa e diretor executivo do Tikva – Museu Judaico. É vice-presidente do ICOM-Portugal.

Maria Vlachou
mariavlachou.pt@gmail.com | Blog Musing on Culture
“Porque é que és associada da Acesso Cultura? Porque acredito no poder das associações de servir uma causa comum e de trazer mudança efectiva. É a partilha de um sonho, a inteligência colectiva e a oportunidade de poder contar com o melhor que cada pessoa pode trazer que permite tornar a possibilidade realidade. E de continuar a sonhar com utopias.”
É gestora cultural e directora executiva da Acesso Cultura. Autora do blogue Musing on Culture e de dois livros, é mestre em Museologia pela University College London e alumna do DeVos Institute of Arts Management at the Kennedy Center for the Performing Arts.

Ricardo Filipe
“Porque é que é associado da Acesso Cultura?
Para responder a esta questão, devo recuar no tempo, para destacar uma coincidência que considero de nota e fazer um breve agradecimento.
Enquanto estudante de museologia, deparei-me com os temas da acessibilidade e da inclusão quase acidentalmente, por não saber nem que local, nem que assunto focar durante uma breve investigação para uma unidade curricular.
Ora, uma pesquisa frenética levou-me à Casa Fernando Pessoa e a questionar, através de uma entrevista por correio eletrónico, o que seria e como se praticaria, afinal, a acessibilidade e a inclusão nos museus.
Da parte do espaço, chegaram respostas pacientes para esclarecer as minhas perguntas ingénuas, enviadas, por mais ninguém senão pela colega Ana Braga, que agora integra a maravilhosa equipa da Acesso Cultura.
Assim, a pessoa que me colocou esta questão à qual respondo, foi a mesma que me apresentou uma primeira resposta – na realidade, várias primeiras respostas – sobre a valorização do pleno acesso à cultura, aos “seus” espaços e às “suas” manifestações e, por isso, demonstro novamente a minha gratidão pela atenção dispensada na altura e aponto esta troca de mensagens como a razão primordial para me ter associado à Acesso Cultura.
A partir daí, participaria em sessões de capacitação desenvolvidas pela Acesso Cultura e debruçar-me-ia por completo sobre essa matéria tão premente durante a componente não letiva do mestrado, logo, ter-me efetivamente tornado membro foi plenamente natural para mim.
Não obstante, se aquela conversa eletrónica foi seminal, também considerei impactante o “pagamento das quotas”, se assim posso dizê-lo, pois, esse ato marcou o meu primeiro ano de trabalho, ao ser um dos meus primeiros e mais importantes investimentos com fundos próprios, e confirmou o meu apreço e interesse por esta iniciativa que promove a fruição e a criação cultural por parte da maior diversidade de pessoas possível.
Agradeço a oportunidade de partilhar o meu testemunho e saúdo todas as pessoas associadas, desejando-vos muito sucesso.”
É técnico superior na Divisão de Museus da Câmara Municipal de Cascais. É licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas e mestre em Museologia pela NOVA FCSH. No estágio curricular, dedicou-se à acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência e da Comunidade S/surda nos museus.

Rui Manuel de Almeida Nunes
“Não me recordo como conheci a Acesso Cultura. Sendo uma pessoa com deficiência visual que me interesso pelas temáticas da deficiência entendi associar-me a esta associação, pelo conhecimento adquirido sobre a missão e o trabalho desenvolvido pela Acesso Cultura ao longo dos anos, na área das acessibilidades, educação, cultura, etc.”
Trabalha como telefonista na Escola Superior Agrária de Castelo Branco. É bacharel em Engenharia das Ciências Agrárias, na opção Animal, e uma pessoa com deficiência visual, com baixa visão. Colabora com diversas associações na área da deficiência, entre as quais a ACAPO.

Teresa Crespo
rita.gonzalez119@gmail.com / www.amplacinema.pt
“Tornei-me associada da Acesso Cultura por reconhecer a importância da sua missão e quis poder contribuir também para esta comunidade. A Acesso Cultura tem contribuído para expandir os meus horizontes, trazendo sempre novos temas e reflexões para o debate que me ajudam a ser uma melhor e mais consciente profissional e cidadã.”
É museóloga e mestre em Museologia. Tem experiência nas áreas da mediação cultural, interpretação e comunicação em museus e história das coleções museológicas. Trabalha atualmente no Museu do Mar Rei D. Carlos (Câmara Municipal de Cascais).
Os associados convidam:
Alkantara
Apresentação do programa – Alkantara Festival 2026
7 de outubro
Espaço Alkantara, Lisboa
Interpretação em Língua Gestual Portuguesa
Direitos de autor e direitos conexos
(PISTA)
27 de outubro, das 10h às 13h
Com Mafalda Sebastião
Biblioteca de Alcântara, Lisboa
As inscrições abrem uma semana antes do dia da formação, em www.alkantara.pt
André Coelho
(responsável pela Realizasom)
Aplicações com selo de Ouro
As aplicações desenvolvidas pela Realizasom para o Museu do Douro, Museu Nacional do Azulejo, Museu da Covilhã e Museu Municipal de Coimbra – Exposição Judeus de Coimbra são as primeiras APPs em Portugal a conquistar o Selo de Ouro de Usabilidade e Acessibilidade.
Catarina Sobral
Produtora de:
Corpos indomáveis
Mente de Cão
16 de outubro
Centro Cultural e Congressos, Caldas da Rainha
Diana Niepce
O desejo que mobiliza
Conversa com Itziar Ziga
(inserida no Fólio+)
11 de outubro, às 11h30
Tenda Vila Literária, Óbidos
Hornfuckers
17 e 18 de outubro
Inserido no CODA Oslo International Dance Festival, o maior festival de dança contemporânea da Escandinávia, em Oslo, Noruega. Diana Niepce dará também um workshop chamado “The knowing body”.
Enfreakment
24 de outubro
Casa Municipal da Cultura de Seia
A minha história da dança
29 de outubro
Biblioteca dos Coruchéus, Lisboa
Museu do Calçado
Exposição
Colecionar Conectar: Mais de vinte anos de Virtual Shoe Museum
Até 18 de outubro
Museu dos Lanifícios
Universidade da Beira Interior
Winter School CES-UBI 2026 — Cultural Mapping for Regenerative Local Development
13 a 17 de outubro
Sérgio Pelágio
(texto e música)
Contos baralhados
Produções Real Pelágio
11 de outubro
Teatro-Estúdio António Assunção/ Teatro Extremo, Almada
14 de outubro
Gymnasium, casaBranca, Lagos
O que andamos a fazer?
Conferência Anual
Cuidar por dentro. Cuidar das equipas.
19 de outubro
Goethe-Institut, Lisboa
Outubro é o mês da Conferência Anual um momento de encontro e de reflexão conjunta. Este ano o tema é o cuidado das equipas das organizações culturais.
Porquê cuidar? Como se constrói e se mantém uma cultura de cuidado? Que factores devem ser considerados? Neste contexto, o que significa, na prática, transparência, justiça, solidariedade?
Cursos Abertos
Programação Outubro-Dezembro
A programação de artistas com deficiência e Surdos não diz respeito só aos programadores; a comunicação cultural, não diz respeito só aos colegas da comunicação; a bibliodiversidade não é só para bibliotecários e as microagressões estão presentes no quotidiano de várias pessoas.
Estes são alguns dos temas que propomos até ao final do ano, em formato online e presencial, no Porto e em Lisboa.
