19 de Outubro 2026
Goethe-Institut, Lisboa
A nível internacional, são várias as iniciativas e relatórios que enaltecem o papel da cultura na promoção do bem-estar das pessoas e no fortalecimento da sua saúde mental e física. Ao mesmo tempo, verifica-se um enorme défice de cuidado e falta de atenção no que diz respeito às equipas das organizações culturais. A realidade que conhecemos aponta para direitos laborais desrespeitados, a normalização de longas horas de trabalho e de solicitações a qualquer hora, remuneração injusta, abuso (moral e sexual), precariedade, discriminação, desequilíbrio entre a vida pessoal e profissional e inúmeros pequenos gestos diários que contrariam a cultura de cuidar.
Factores relevantes na construção desta realidade podem ser o género, a parentalidade, o tipo de vínculo laboral, a transparência e eficácia dos sistemas de controlo das relações laborais, o sistema de avaliação de desempenho, a gestão mais ou menos profissional dos recursos humanos. Ambientes de trabalho menos saudáveis resultam por sua vez em elevados níveis de ansiedade, problemas de saúde mental, baixas prolongadas, sentimentos de medo e insegurança, insatisfação com o próprio desempenho e falta de realização pessoal.
Porquê cuidar? Como se constrói e se mantém uma cultura de cuidado? Que factores devem ser considerados? Neste contexto, o que significa, na prática, transparência, justiça, solidariedade?
Preçário
Normal: 35
Estudantes | Pessoas desempregadas: €30
Associados da Acesso Cultura: €25
Ficha de inscrição
