Alexandra Cerveira Lima

Licenciada em História, variante de Arqueologia, e mestre em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Frequentou o Curso de Alta Direção em Administração Pública, do Instituto Nacional de Administração. Dirigiu o Parque Arqueológico do Vale do Côa e o Museu do Côa. Foi Chefe das Divisões de Museus e Património Cultural da Câmara Municipal do Porto, Diretora do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, do Museu dos Biscainhos e Diretora Municipal de Cultura e Património da Câmara Municipal do Porto. Integra o mapa de pessoal do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. É mentora do Arquivo de Memória, projeto intergeracional criado com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, autora e coautora de publicações científicas e de divulgação. Foi fundadora e dirigente de associações dedicadas à defesa e valorização do património cultural. Coordenou projetos de investigação e valorização do património e foi oradora em encontros sobre património cultural, arqueologia, museologia e história oral.

Álvaro Gouveia 

Empresário, engenheiro de formação e inovador social. Fundador das empresas da CEI Group em 1995, especializadas no desenvolvimento e fabrico de máquinas avançadas para a indústria da construção e de outros setores, participando ao longo de várias décadas na criação de mais de 2000 equipamentos industriais e no desenvolvimento de equipas multidisciplinares. A partir da sua experiência empresarial e social, tem vindo a intervir na comunidade através de projetos nas áreas social, empresarial, educativa, da saúde e da cultura, defendendo que a participação empresarial e comunitária são indissociáveis e se reforçam mutuamente. O seu percurso cruza indústria, liderança, participação cívica, família e aprendizagem pessoal, com uma preocupação central: colocar as pessoas no centro das organizações e das comunidades, contribuindo para a sua autonomização, empoderamento e impacto humano.

Ana Cunha

Licenciada em Línguas, Literaturas e Culturas, e Mestre em Linguística pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, trabalhou durante todo esse período como Assistente de Sala no Teatro Nacional São João no Porto. Em 2023 organizou o movimento Persistentes de Sala, em conjunto com a sua equipa, para dar visibilidade aos abusos laborais em vigor. O processo de sindicalização e os testemunhos à imprensa levaram a que, como outros colegas, nunca mais fosse chamada a trabalhar. Está hoje a acabar o doutoramento em Estudos Literários Culturais e Interartísticos, ao abrigo de uma bolsa da FCT.

Andreia C. Coutinho

Ilustradora, mediadora educativa e arte educadora. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2009) e Master of the Arts em Ilustração pela Kingston University London (2015), é autora da zine auto-biográfica Hair (SapataPress 2018) e colaboradora de vários projectos de publicação independente em Portugal. Trabalha em museus desde 2010, com experiência em Portugal e no Reino Unido, e em mediação educativa desde 2013, tendo já colaborado e concebido actividades e projectos no Museu Colecção Berardo, MAC-CCB, Fundação Calouste Gulbenkian e HANGAR- Centro de Investigação Artística, entre outros .É um dos membros fundadores do colectivo de activismo curatorial Colectivo FACA, e membro da UNA- União Negra das Artes.

António Batarda

Arqueólogo de formação, exerce atualmente funções de Arqueólogo na CCDR do Centro. Anteriormente desempenhou funções como Chefe de Divisão do Património Cultural na CCDR deLisboa e Vale do Tejo, Técnico Superior na Direção Regional de Cultura do Centro, e Chefe da Divisão de Inventariação, Estudo e Salvaguarda do Património Arqueológico na Direção-Geral do Património Cultural. Até Fevereiro de 2020, exerceu funções no Museu e Parque Arqueológico do Vale do Coa onde coordenou o Programa de Conservação da Arte Rupestre do Coa, co-coordenou os Serviços Educativos e geriu o site da Fundação Coa Parque, além da presença nas redes sociais. Da sua formação académica destaca-se Mestrado em Gestão de Sítios Arqueológicos pelo Instituto de Arqueologia da University College London e Doutoramento em Arqueologia pela Escola de Ciências Aplicadas da Universidade de Bournemouth. Integra o Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património da Universidade de Coimbra como investigador agregado.

Clara Mealha Antunes

Gestora cultural, licenciada em Arquitectura (FA-UTL), pós-graduada em Programação e Gestão Cultural (U.Lusófona) e Mestre em Estudos Culturais (FCH-UCP), cuja área de investigação trata o papel da cultura e da experiência artística na mudança de paradigmas culturais, na relação com as crises ecológica e climática – questões sobre as quais versa em seminários, conferências e oficinas. Cocriou, em conjunto com o coreógrafo Ricardo Machado, a palestra performativa sobre alterações climáticas “TAKE A STAND” (2019-2024). Tem vindo a trabalhar na produção, assistência à programação artística com as comunidades, comunicação e gestão de projectos culturais com várias estruturas e artistas independentes desde 2010, destacando a Materiais Diversos, Madalena Victorino e Giacomo Scalisi, Rua das Gaivotas 6, Open House Macau ou Formiga Atómica. É atualmente gestora de projetos na Artemrede, tendo conduzido o projeto europeu de larga escala “Stronger Peripheries: A Southern Coalition”.

Daniela Vieitas

Tem formação em Teatro, tendo colaborado com companhias que privilegiam o trabalho comunitário, como o Teatro Ao Largo e o Teatro do Montemuro. Colaborou com a ONG Mosaiko (Angola), na área da defesa de Direitos Humanos, onde foi responsável pela “Avaliação Participativa sobre o Acesso a Justiça” (2017/19) de pessoas e comunidades residentes em zonas afectadas por indústrias extrativas, e pelo projecto “Participação e Advocacia por Políticas Públicas Inclusivas em Angola” (2018/21), com foco em questões de género e defesa de direitos das mulheres. Actualmente, é gestora de programação jovem do Serviço Educativo do Centro de Arte Moderna (Fundação Calouste Gulbenkian).

Francisca Pinto

Bailarina, performer, intérprete, criadora e professora. Formada pela Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa em 2006 e licenciada pela Escola Superior de Dança de Lisboa em 2009. Formada pelo Forum Dança no PEPCC – Programa de Estudo Pesquisa e Criação Coreográfica, em 2014. Trabalhou com Martine Pisani, Clara Andermatt, Lia Rodrigues, Sofia Dias&Vitor Roriz, Jonas&Lander, Bruno Alexandre, Francisco T. Cavalcanti, entre outros. Como professora leciona em instituições como Escola Livre de Dança da Maré (BR), Estúdios Vítor Córdon, Escola Superior de Dança (PT). É Instrutora de Yoga formada pelo Centro Português de Yoga em Lisboa. Mãe de Valentim e Makeda.

Freda Paranhos

Travesti brasileira radicada em Portugal, atua na interseção entre estratégia cultural, worldbuilding, narrativa e ação coletiva. É investigadora e presidente da associação TransParadise, desenvolvendo trabalho nas áreas de advocacy, campanhas, mediação cultural e formação, com foco em direitos humanos, género, migração e justiça social. Colabora com diferentes projetos e organizações na criação de estratégias de comunicação, sensibilização e incidência pública, com especial atenção às experiências trans e travestis em contextos de marginalização e disputa institucional.

Gessica Correia Borges

Paulistana (1990, Brasil), nascida e criada na periferia do Grajaú, e vive no Porto desde 2017. Comunicadora social, mestre em Estudos Africanos, e poeta de coração, com textos publicados em antologias como a “Poetas Negras Brasileiras” (Editora de Cultura, 2021). Faz parte de coletivos e associações antirracistas portugueses como a União Negra das Artes (UNA), e atualmente é doutoranda no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho. Navega entre artivismo e pesquisa acadêmica, onde seus interesses focam-se habitualmente em temáticas como os ativismos contra/decoloniais, história oral e as experiências sociopolíticas e culturais de mulheres negras.

Guilherme Gomes

Actor, encenador, dramaturgo e produtor de teatro. Formado pela ESTC (Lisboa, 2014), passou pela Royal Academy of Dramatic Arts (Londres, 2010) e pelo ISCTE-IUL (Lisboa, 2019). Começou a sua actividade profissional em 2014, como actor no Teatro da Cornucópia. Em 2016 inicia um percurso com o Teatro da Cidade, companhia que co-fundou. Desde então, tem trabalhado como dramaturgo, actor e encenador com diversos colectivos e artistas. Colaborou com a Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação CCB em projectos de mediação de públicos. Em 2019 venceu o Prémio Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores, para Melhor Texto Português Representado. Coordena o projecto CRETA – laboratório de criação teatral entre 2019 e 2023. Foi director artístico do Teatro-Cine de Torres Vedras entre 2023 e 2026. É assessor do Presidente de Câmara de Viseu para a área da Cultura.

Inês Rodrigues

Membro da direção da associação Acesso Cultura desde outubro de 2014. Ingressou na Administração Pública em 1995, exercendo funções técnicas e de chefia em várias entidades, destacando-se a liderança na área de Recursos Humanos na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (2017 a 2021) e, desde 1 de maio de 2026, no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto. Tem experiência consolidada em gestão de pessoas, recrutamento e seleção, carreiras, avaliação do desempenho, formação, segurança e saúde no trabalho e modernização administrativa. Formadora certificada desde 2011, conta com mais de 40 ações ministradas e participação como oradora convidada em diversas instituições. Participa ativamente em associações ligadas à cultura, inclusão e vida independente. Mestre em Economia e Gestão de Recursos Humanos (Faculdade de Economia da Universidade do Porto, 2025); Licenciada em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia do Trabalho (ISLA; 1998).

Joana Reais

Artista portuguesa multifacetada, cuja obra cruza música, investigação e activismo social. É reconhecida, não só pela sua voz e sensibilidade artística, como também pelo seu compromisso com a inclusão social e cultural através da arte. Actua como investigadora e oradora, sendo frequentemente convidada a participar em conferências, workshops e concertos em Portugal e no Brasil, sempre com foco na diversidade e na transformação social. Apresentando-se em palcos e espaços de partilha em Lisboa, São Paulo e Rio de Janeiro, Joana promove projectos de inclusão e acessibilidade através de performances, formações e consultorias, utilizando a música como ferramenta de diálogo, sensibilização e empoderamento. É membro da Direção da Acesso Cultura.

Léa Prisca López

Mediadora e programadora cultural, focada na relação entre cultura, espaço público, participação cidadã e acessibilidade. Licenciada em Estudos de Artes e mestre em Planeamento Regional e Urbano, desenvolve práticas que promovem o espaço público como lugar de encontro e transformação social, destacando a importância dos terceiros lugares. Tem trabalhado com a 4iS em projetos de mediação e capacitação, explorando metodologias de cocriação (Tandem Regions, ECOC Aveiro e projeto PARTIS). O seu percurso inclui criações, programação e curadoria em contextos associativos e municipais, com destaque para a d’Orfeu AC e o Município de Águeda. Foi cocuradora no ECOC Braga, mediadora dos Clubes Cultura em Comunidade em Aveiro e mediadora de comunidade no Festival Forma da Vizinhança (curadoria Space Transcribers, Braga). Atualmente, é mediadora do programa ATOS (Teatro Nacional D. Maria II e Fundação Calouste Gulbenkian), coordena o Clube C, espetadores /fazedores do Ponto C, em Penafiel (para a Echo Colectivo) e é colaboradora regular da Riscado.

Madalena Carey

Fundadora e Diretora da Happiness Business School, uma academia para a felicidade corporativa que conta hoje com alunos de mais de 40 nacionalidades e clientes de mais de 25 países. É Diretora de Curso do MBA em Felicidade Organizacional na Lisbon Business & Government School e Especialista em Felicidade Corporativa, com formação executiva em Ciência da Felicidade e do Bem-Estar, Liderança e Psicologia Positiva. Com formação em Direito, trabalhou durante vários anos nas áreas de imigração e compliance em grupos de educação internacional, tendo liderado equipas na Austrália e Nova Zelândia em contextos multiculturais exigentes. Percebeu, no entanto, que esse não era o seu caminho para a felicidade. Através do coaching para desempenho pessoal e profissional, começou então a apoiar pessoas a transformar as suas realidades e, rapidamente, identificou um padrão evidente: as principais causas de ansiedade, stress, exaustão e sofrimento nos seus clientes estavam diretamente relacionadas com questões laborais. Foi aí que encontrou a sua missão de vida: trazer mais felicidade para o trabalho para que mais pessoas possam viver o seu dia a dia com sentido, equilíbrio e bem-estar.

Manuel Veiga

Gestor cultural. Licenciado em Direito (Faculdade de Direito, Universidade de Lisboa) e pós-graduado em Gestão Cultural nas Cidades (INDEG/IUL – ISCTE). Diretor Executivo da Associação Évora 2027, entidade responsável pela organização de Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura. Trabalhou em instituições e entidades como: Município de Lisboa (Diretor Municipal de Cultura e assessor da Vereadora da Cultura), EGEAC/Lisboa Cultura, E.M. (vogal não executivo do Conselho de Administração), Fundação Calouste Gulbenkian/Programa Criatividade e Criação Artística (produção), Fundação INATEL/Divisão de Atividades Culturais (técnico superior), Belgais – Centro para o Estudo das Artes (coordenador das atividades para crianças e jovens) e CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (produção e apoio à direção). Enquanto consultor na área da Cultura colaborou, designadamente, com a Direção Geral das Artes, os Municípios de Viseu e de Lisboa, a Quaternaire Portugal – Consultoria para o Desenvolvimento e o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais de Macau. É formador certificado pelo IEFP, com formação ministrada nas áreas do património e do turismo cultural.

Margarida Ferra 

É licenciada em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e frequentou aí o mestrado em Museologia, focando-se na relação entre museus, pessoas e literatura. Foi livreira, trabalhou em comunicação editorial e foi responsável pela comunicação em museus como a Casa Fernando Pessoa e o Museu da Marioneta. Trabalha agora na Quinta Alegre e na Casa do Jardim da Estrela, ambas da rede Um Teatro em Cada Bairro, projeto de programação cultural de proximidade da Direção Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa. É associada da Acesso Cultura.  Publicou dois livros de poesia — Curso intensivo de jardinagem (2010, &etc) e Sorte de principiante (2013, &etc) — e, em 2025, Saber perder, na coleção de não-ficção literária da Companhia das Letras. 

Maria João Costa

Jornalista do Grupo Renascença Multimédia desde 1997, Maria João Costa é desde 2008 responsável pela edição do programa semanal de informação cultural Ensaio Geral, na Rádio Renascença. Editou, entre 2006 e 2008, outro programa de carácter cultural, Primeira Fila. É autora do podcast Avenida da Liberdade. Licenciada pela Universidade Católica Portuguesa, assinou os livros infantojuvenis Chamo-me… Beethoven, Chamo-me… Wagner, Chamo-me… Verdi, Chamo-me… Bach, Chamo-me… Chopin e Grandes Invenções: A Rádio (todos pela Didáctica Editora). Venceu o Prémio Escritaria em Penafiel, na categoria Rádio, em 2012, com a reportagem O Mundo de Agustina e, no ano seguinte, o Prémio Especial Jornalista LER/Booktailors. Em 2022, venceu o Prémio de Ciberjornalismo na Categoria Narrativa Sonora Digital com o podcast Avenida da Liberdade.

Rita Pires dos Santos

Mediadora cultural. Em 1998 inicia o seu percurso no mundo dos museus no Museu Nacional do Teatro, Lisboa, onde desempenhou as funções de técnica de museologia. De 2001 a 2022 integrou a equipa do Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa, sendo responsável pela criação e coordenação do Serviço Educativo. Nos entre tantos forma-se em História da Arte (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), e tem uma pós-graduação em Museologia (FCSH – Universidade Nova de Lisboa). Participa em diversas formações, cursos e seminários, nomeadamente, Serviço Educativo nas Instituições e Projectos Culturais (Sete Pés/Fundação Calouste Gulbenkian, 2004); Museus e Educação (Fundação Serralves/Rede Portuguesa de Museus, 2005); Design as Interpretation Masterclass (University of Leicester, School of Museum Studies, 2007); Behind the scenes at the 21st century museum (online course University of Leicester, 2015); Acessibilidade: Uma Visão Integrada (Acesso Cultura, 2015); I Congresso Internacional em Mediação Artística e Cultural (Escola Superior de Educação em Lisboa, 2022); entre outros. Associada da Acesso Cultura desde 2014 e Presidente da Direcção desde 2023. Actualmente, colabora activamente com a Acesso Cultura, e retomou a actividade de mediadora cultural, em regime de freelancer.

Teresa Miguel

Produtora e gestora cultural desde 2007. Atuou nos mais variados projetos de teatro, dança, festivais multidisciplinares e exposições, para diferentes entidades culturais, das quais se destacam o Centro Cultural de Belém, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Compagnie ACTA (França), a Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da República, o Teatro delle Briciole (Itália), a Academia de Produtores Culturais, a EGEAC, o Santarcangelo Festival (Itália) e o Boom Festival. Desempenhou funções de direção de produção no  Festival DocLisboa, no Festival Todos  e no Festival Materiais Diversos. Na área do cinema, assegurou a direção financeira da Midas Filmes e trabalhou também com esta entidade nas áreas da distribuição, produção e exibição. Frequentou o curso Festival Production Management, da European Festivals Association, em Bruxelas, e é formadora no curso de Produção de Eventos e Espetáculos na World Academy desde 2021. Assume desde 2024 a direção de produção do Teatro Praga.

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