1 de setembro de 2026

Caros associados,

Os primeiros dias do mês trazem notícias da família:

Outubro é também o mês da Conferência Anual uma oportunidade para nos encontrarmos ao vivo. Este ano o tema é Cuidar por dentro. Cuidar das equipas.

Quem somos?

Cláudia Almeida

“Pertenço à Acesso Cultura (é bonito de o dizer assim) desde 2014, num percurso que nasce da minha relação com o lugar e o espaço da cultura (como público e beneficiária, participante, voluntária/ pro bono…) e a vontade de contribuir para que este seja aberto, nas portas e nos abraços, mais acessível, nas diferentes dimensões.

Na Acesso Cultura encontrei um espaço de desafio, reflexão, aprendizagem e participação, onde tive a oportunidade de contribuir um pouco, de algumas formas (moderação de debates, em ações de formação, representação, outras iniciativas…) e, sobretudo, de aprender com pessoas e experiências múltiplas e diversas.

Identifico-me com a ação efetiva da Acesso Cultura e com a Visão que persegue – a Felicidade, o exercício da identidade e do Ser Pessoa, a centralidade das periferias, do comum ser de todos, da descoberta constante do todo a que ninguém escapa, mas que onde muitos não conseguem ter voz, ou ouvido ou palco ou batuta…

Da janela da Acesso Cultura, vê-se com equidade, conscientes dos direitos humanos, da necessidade da participação e da urgência do reconhecimento da singularidade, diferença de cada pessoa. Sabemos – as pessoas da Acesso – que a cultura e as organizações culturais podem e devem reconhecer e assumir o seu potencial, o seu direito, a sua obrigação, o seu impacto no exercício da cidadania e na construção de uma sociedade mais justa e sem barreiras. Um lugar e um tempo onde nos podemos expressar e ser cutucados, despertos para o que não conhecemos e em nós ainda não tínhamos descoberto, talvez.

Tenho uma alegria enorme de fazer parte desta comunidade, da Acesso Cultura, que faz possível mais um passo, menos um obstáculo. Acredito aqui nos gestos (às vezes pequenos, mas nunca silenciosos), consistentes e constantes, em todo o lado e todo o tempo, na força de criar relações, de estarmos juntos no questionar e na procura de respostas: pôr em comum aquilo que sabemos e aquilo que ainda estamos a descobrir para nos podermos sentar à mesma mesa, à nossa maneira.”

É consultora em Comunicação, com experiência nas áreas da cultura e formação. É licenciada em Ciências da Comunicação. Motivada pelas pessoas e pela relação entre comunicação, acesso, cultura e património. Membro da Acesso Cultura desde 2014, integrou a Direção entre 2016 e 2019.

Isabel Monteiro

isabel.a.monteiro@cm-lisboa.pt

“Com quase quatro décadas na Administração Local, iniciei o percurso na Ação Social e Cultural, onde aprendi a dar importância às pessoas, às comunidades e ao movimento associativo. A ligação entre o social e a cultura orienta o meu trabalho, através de projetos que promovem participação, inclusão e proximidade.

Independentemente da estrutura ou do serviço onde tenho desenvolvido a minha atividade, procurei sempre levar comigo esta forma de estar: identificar necessidades, criar pontes, envolver pessoas e transformar ideias em projetos e ações com impacto.

Cruzei-me com o trabalho da Acesso Cultura há vários anos, uma vez que a acessibilidade e inclusão sempre foram uma dimensão importante do meu trabalho. Encontrei na Acesso Cultura uma fonte segura de conhecimento e aprendizagem, onde posso encontrar formação acessível, sistematizada e assente numa perspetiva de Direitos Humanos.

Em 2025, senti que era o momento de me tornar sócia de uma estrutura na qual acredito e que me desafia e ajuda a crescer, não só profissionalmente, mas também enquanto pessoa.”

O Alkantara é um festival internacional e uma organização dedicada às artes performativas sediada em Lisboa. Do árabe al-qantara, que significa “ponte”, o seu nome reflete a missão de criar ligações entre artistas e públicos em contextos artísticos, culturais e políticos em constante transformação. 

Linguagem Próxima – Associação Cultural

carla_marinhas@hotmail.com

carla.ribeiro@cm-bombarral.pt / www.rm-bombarral.pt

“Cruzei-me com a Acesso Cultura em 2013, num repto para me associar ao movimento, prontamente aceite, e na participação na Conferência Cultura nas Redes, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Foi aí que reconheci uma filosofia que há muito orientava o meu percurso: trabalhar em museus é, acima de tudo, trabalhar para as pessoas.

A minha formação em Antropologia e Museologia e mais de 20 anos de experiência em diferentes contextos museológicos reforçaram a convicção de que os museus devem ser espaços de encontro, conhecimento e participação — espaços verdadeiramente acessíveis, inclusivos, sensoriais e significativos para todos.

Hoje, enquanto responsável por um museu municipal, esta visão ganha ainda mais significado. Pensar um museu é pensar nas suas coleções, mas é sobretudo pensar nas pessoas e nas comunidades: escutar diferentes vozes, criar relações e construir uma instituição cultural aberta, ativa, próxima, participativa e relevante.

É também reconhecer que a acessibilidade e a inclusão não são complementos da atividade museológica. São dimensões essenciais da missão dos museus e da sua responsabilidade perante a sociedade.

Associar-me à Acesso Cultura em 2013 foi, por isso, mais do que uma escolha ética e profissional: foi uma afirmação de princípios. Mais de uma década depois, esses princípios continuam a orientar a forma como penso e trabalho no museu.”

É licenciada em Antropologia e Mestre em Museologia, desenvolve atividade nas áreas do património e museologia. Com experiência em museus nacionais, municipais e especializados, é atualmente responsável pelo Museu do Bombarral, onde alia museologia, acessibilidades, gestão e mediação cultural.

Manuel Morais Sarmento Pizarro

Linkedin

“Nasci em democracia, num país onde a cultura é um direito fundamental consagrado na Constituição. Do ponto de vista formal, nos primeiros anos de atividade profissional, parecia-me que este facto seria suficiente para dormir descansado, confiando na garantia inscrita no documento magno, que este ano celebra o seu primeiro cinquentenário.

O meu percurso começou pela arte e pelo património e, limitado me confesso, talvez tenha olhado inicialmente mais para as coisas do que para as pessoas. O meu olhar patrimonialista, de forte pendor categorizador e sistematizador, habituado a relacionar uma identidade com uma determinada realidade, foi muitas vezes alheio ao facto de que a valorização do património não se faz pelo meu olhar singular e pela minha competência académica e profissional, mas apenas quando redireciono a atenção para o conjunto de pessoas que nessa realidade se reveem, que a questionam ou que, diante dela, se sentem desconfortáveis.

A Acesso Cultura, indubitavelmente, ajudou-me a adquirir esse olhar mais atento: a perceber que a missão de cada profissional do setor deve ser a de reconhecer e articular a diversidade de conhecimentos, mas também de olhares, procurando favorecer a integralidade do acesso ao património, pertença de todos, e a entender que todos devem poder ser também os seus intérpretes e classificadores; ajudou-me, igualmente, a perceber que incluir não é falar em nome de ninguém, mas antes criar condições para que as pessoas participem verdadeiramente, evitando o paternalismo de privilegiar apenas propostas nascidas dentro das instituições, abrindo-se à possibilidade de acolher a vontade e também a crítica, quando pertinente, de quem pretende relacionar-se com o património à nossa guarda.

Graças, sobretudo, aos autoquestionamentos que a Acesso Cultura me tem delicadamente provocado ao longo dos anos, considero-me hoje mais atento à necessidade de incluir todos, de ampliar vozes e de valorizar as comunidades. E, talvez por isso, uma das ideias que hoje norteia a minha ação enquanto profissional da cultura seja esta: “identidade” e “património” devem sempre dizer-se no plural.”

É museólogo e gestor cultural, actualmente Adido Cultural na Embaixada de Portugal em Madrid. Licenciado em História da Arte e mestre em Museologia, foi assessor na Vereação da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa e diretor executivo do Tikva – Museu Judaico. É vice-presidente do ICOM-Portugal.

Maria Vlachou

mariavlachou.pt@gmail.com | Blog Musing on Culture

“Porque é que és associada da Acesso Cultura? Porque acredito no poder das associações de servir uma causa comum e de trazer mudança efectiva. É a partilha de um sonho, a inteligência colectiva e a oportunidade de poder contar com o melhor que cada pessoa pode trazer que permite tornar a possibilidade realidade. E de continuar a sonhar com utopias.”

É gestora cultural e directora executiva da Acesso Cultura. Autora do blogue Musing on Culture e de dois livros, é mestre em Museologia pela University College London e alumna do DeVos Institute of Arts Management at the Kennedy Center for the Performing Arts.

Pé de Cabra

“A trabalhar durante mais de 20 anos em museus, sobretudo na área da Comunicação, associar-me à Acesso Cultura foi inevitável. Entusiasmei-me com os primeiros projectos do GAM e identifiquei-me com os valores e objectivos da Acesso Cultura. Sinto que pertenço a uma comunidade que trabalha para um bem comum, o da fruição da cultura e da criação sem barreiras ou preconceitos, e de forma livre e pessoal com independência, criatividade e responsabilização.”

É museóloga, trabalhou em museus, sobretudo na área da Comunicação. Foi colaboradora da Estrutura de Projeto da RPM/IPM/MC. Foi Vogal da Direcção da Comissão Nacional do ICOM. Na Acesso Cultura foi vogal da Direção (2022-2024).

Ricardo Filipe

ricardoa.filipe@gmail.com

“Porque é que é associado da Acesso Cultura?

Para responder a esta questão, devo recuar no tempo, para destacar uma coincidência que considero de nota e fazer um breve agradecimento.

Enquanto estudante de museologia, deparei-me com os temas da acessibilidade e da inclusão quase acidentalmente, por não saber nem que local, nem que assunto focar durante uma breve investigação para uma unidade curricular.

Ora, uma pesquisa frenética levou-me à Casa Fernando Pessoa e a questionar, através de uma entrevista por correio eletrónico, o que seria e como se praticaria, afinal, a acessibilidade e a inclusão nos museus.

Da parte do espaço, chegaram respostas pacientes para esclarecer as minhas perguntas ingénuas, enviadas, por mais ninguém senão pela colega Ana Braga, que agora integra a maravilhosa equipa da Acesso Cultura.

Assim, a pessoa que me colocou esta questão à qual respondo, foi a mesma que me apresentou uma primeira resposta – na realidade, várias primeiras respostas – sobre a valorização do pleno acesso à cultura, aos “seus” espaços e às “suas” manifestações e, por isso, demonstro novamente a minha gratidão pela atenção dispensada na altura e aponto esta troca de mensagens como a razão primordial para me ter associado à Acesso Cultura.

A partir daí, participaria em sessões de capacitação desenvolvidas pela Acesso Cultura e debruçar-me-ia por completo sobre essa matéria tão premente durante a componente não letiva do mestrado, logo, ter-me efetivamente tornado membro foi plenamente natural para mim.

Não obstante, se aquela conversa eletrónica foi seminal, também considerei impactante o “pagamento das quotas”, se assim posso dizê-lo, pois, esse ato marcou o meu primeiro ano de trabalho, ao ser um dos meus primeiros e mais importantes investimentos com fundos próprios, e confirmou o meu apreço e interesse por esta iniciativa que promove a fruição e a criação cultural por parte da maior diversidade de pessoas possível.

Agradeço a oportunidade de partilhar o meu testemunho e saúdo todas as pessoas associadas, desejando-vos muito sucesso.”

É técnico superior na Divisão de Museus da Câmara Municipal de Cascais. É licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas e mestre em Museologia pela NOVA FCSH. No estágio curricular, dedicou-se à acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência e da Comunidade S/surda nos museus.

Rui Manuel de Almeida Nunes

ruianunes@sapo.pt / Facebook

“Não me recordo como conheci a Acesso Cultura. Sendo uma pessoa com deficiência visual que me interesso pelas temáticas da deficiência entendi associar-me a esta associação, pelo conhecimento adquirido sobre a missão e o trabalho desenvolvido pela Acesso Cultura ao longo dos anos, na área das acessibilidades, educação, cultura, etc.”

Trabalha como telefonista na Escola Superior Agrária de Castelo Branco. É bacharel em Engenharia das Ciências Agrárias, na opção Animal, e uma pessoa com deficiência visual, com baixa visão. Colabora com diversas associações na área da deficiência, entre as quais a ACAPO.

Teresa Crespo

rita.gonzalez119@gmail.com / www.amplacinema.pt

“Tornei-me associada da Acesso Cultura por reconhecer a importância da sua missão e quis poder contribuir também para esta comunidade. A Acesso Cultura tem contribuído para expandir os meus horizontes, trazendo sempre novos temas e reflexões para o debate que me ajudam a ser uma melhor e mais consciente profissional e cidadã.”

É museóloga e mestre em Museologia. Tem experiência nas áreas da mediação cultural, interpretação e comunicação em museus e história das coleções museológicas. Trabalha atualmente no Museu do Mar Rei D. Carlos (Câmara Municipal de Cascais).


O que andamos a fazer?

Encontro de Associados

O debate que une: arquitetos pela acessibilidade e inclusão

22 de setembro
18h30
60 minutos
Zoom (senha 904475)

Com Susana Machado, arquiteta especialista em acessibilidade

Nas nossas formações falamos frequentemente sobre barreiras criadas por projetos de arquitetura que não têm em consideração as questões de acesso. Falamos igualmente de boas (e bonitas) soluções criadas por arquitetos com conhecimento e experiência nas questões de acessibilidade.

Susana Machado, uma das arquitetas com quem a Acesso Cultura trabalha regularmente, partilha a experiência da sua participação no Congresso Mundial da União Internacional de Arquitectos (UIA), onde integrou um grupo de trabalho dedicado aos edifícios inclusivos, à investigação e ao ensino da arquitetura.

Mais do que um relato do congresso, é uma reflexão sobre a responsabilidade social da profissão e sobre o que significa fazer da acessibilidade e da inclusão uma causa, também para quem trabalha na promoção do acesso aos espaços culturais.


Os associados convidam:

Batalha Centro de Cinema

Sombra dolorosa, Guy Maddin + Orphée, Jean Cocteau

5 e 13 de setembro

Legendagem para pessoas surdas e ensurdecidas (LSE)

Amadeus, Miloš Forman

12 de setembro e 3 de outubro

Legendagem para pessoas surdas e ensurdecidas (LSE)

Perfect Blue, Satoshi Kon

18 e 27 de setembro

Legendagem para pessoas surdas e ensurdecidas (LSE)

A Streetcar Named Desire, Elia Kazan

20 de setembro

Legendagem para pessoas surdas e ensurdecidas (LSE)

Produtora de:

Corpos indomáveis

Mente de Cão

18 e 19 de setembro

CRASH

inserido na programação de Actos de língua

Carpintarias de São Lázaro, piso -1

12 de setembro – 18h às 20h

Interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

Dueto

MAR – Mostra de Artes de Rua – Auditório do Centro de Artes, Sines

18 de setembro

produtora do projeto:

Exposição RedSkyFalls (Réplica) – Uma rede de transmissão sísmica, de Alexandre Estrela

Galeria Zé dos Bois (Lisboa)

10 de outubro – Visita orientada com audiodescrição

Mostra – Encontro de Artes em Espaço Rural

25, 26 e 27 de setembro em Água das Casas e na Matagosa

3 de outubro em Abrantes

4 de outubro em Fontes

Universidade da Beira Interior

Jornadas Europeias do Património

24 de setembro – percurso pela ribeira da Goldra, antiga ribeira dos Pisões.

26 de setembro – visita ao museu e oficina Pisoar a lã

Winter School CES-UBI 2026 — Cultural Mapping for Regenerative Local Development

13 a 17 de outubro