1 de setembro de 2026
Caros associados,
Depois dos dias quentes de verão, regressamos com as notícias habituais:
- Quem somos? Continuamos a conhecer as pessoas e organizações que compõem a Acesso Cultura. O que as levou a associarem-se?
- O que andamos a fazer? já este mês fazemos um novo Encontro de Associados, desta vez com Susana Machado, arquiteta especialista em acessibilidade.
- Os associados convidam: Muitas pessoas e entidades enviaram notícias para partilhar com a família. Se quiserem divulgar as vossas iniciativas, escrevam-nos para acessocultura.anabraga@gmail.com. A próxima newsletter sai em outubro.
Quem somos?
Alexandre Matos
ammatos@letras.up.pt / www.mouseion.pt
“Em 2016, quando convidado a responder a esta pergunta para a publicação Acesso Cultura 2013-2016: o que mudou?, disse que a associação é como os óculos que coloquei pela primeira vez aos 10 anos e me permitiram ver o mundo com nitidez. Sou sócio exatamente porque acredito que a AC identifica, debate e aponta soluções para questões relevantes no sector cultural que, de outra forma, não teriam a atenção que merecem. Em várias situações aprendi com o trabalho da AC a colocar-me no lugar do outro e a sair da comodidade do meu. É esse diálogo e atenção para com o outro e para as suas necessidades que merecem a participação de todos nós e me fazem ser orgulhosamente sócio da AC.”
É doutor em Museologia e investigador auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, integrado no CITCEM. Desde 1996, trabalha na área dos museus, especializando-se em documentação, sistemas de informação e normas. Foi diretor de investigação e formação na Sistemas do Futuro. É autor e formador. É membro do ICOM e CIDOC.
Alkantara
www.alkantara.pt / Instagram: @alkantaralisboa
“Acreditamos que quem faz as organizações culturais tem a responsabilidade de criar condições para que todas as pessoas possam participar na vida cultural e sentir-se bem-vindas. No nosso dia a dia, no trabalho com públicos, artistas, parceiros e espaços muito diferentes, procuramos identificar e reduzir as barreiras que dificultam esse acesso, para criar espaços verdadeiramente acolhedores e humanos. Fazer parte da Acesso Cultura permite-nos aprender com outras pessoas e organizações, rever práticas e encontrar formas de tornar os espaços culturais cada vez mais convidativos.”
O Alkantara é um festival internacional e uma organização dedicada às artes performativas sediada em Lisboa. Do árabe al-qantara, que significa “ponte”, o seu nome reflete a missão de criar ligações entre artistas e públicos em contextos artísticos, culturais e políticos em constante transformação.
Carla Ribeiro
carla.ribeiro@cm-bombarral.pt / www.rm-bombarral.pt
“Cruzei-me com a Acesso Cultura em 2013, num repto para me associar ao movimento, prontamente aceite, e na participação na Conferência Cultura nas Redes, na Fundação Calouste Gulbenkian.
Foi aí que reconheci uma filosofia que há muito orientava o meu percurso: trabalhar em museus é, acima de tudo, trabalhar para as pessoas.
A minha formação em Antropologia e Museologia e mais de 20 anos de experiência em diferentes contextos museológicos reforçaram a convicção de que os museus devem ser espaços de encontro, conhecimento e participação — espaços verdadeiramente acessíveis, inclusivos, sensoriais e significativos para todos.
Hoje, enquanto responsável por um museu municipal, esta visão ganha ainda mais significado. Pensar um museu é pensar nas suas coleções, mas é sobretudo pensar nas pessoas e nas comunidades: escutar diferentes vozes, criar relações e construir uma instituição cultural aberta, ativa, próxima, participativa e relevante.
É também reconhecer que a acessibilidade e a inclusão não são complementos da atividade museológica. São dimensões essenciais da missão dos museus e da sua responsabilidade perante a sociedade.
Associar-me à Acesso Cultura em 2013 foi, por isso, mais do que uma escolha ética e profissional: foi uma afirmação de princípios. Mais de uma década depois, esses princípios continuam a orientar a forma como penso e trabalho no museu.”
É licenciada em Antropologia e Mestre em Museologia, desenvolve atividade nas áreas do património e museologia. Com experiência em museus nacionais, municipais e especializados, é atualmente responsável pelo Museu do Bombarral, onde alia museologia, acessibilidades, gestão e mediação cultural.
Carolina Mano Marques
“Pouco depois de chegar a Lisboa, em 2015, conheci o trabalho da Acesso Cultura. Foi surpreendente perceber como, de forma muito generalizada, as preocupações que a associação defendia não eram espelhadas nem nas escolas especializadas de artes performativas, nem no contexto do mercado de trabalho. Como se a questão da falta de acesso não fosse uma questão de todo. Passados estes anos, encontramos hoje um contexto cultural bem diferente, mais consciente, com mais vontade de fazer diferente, com mais responsabilidade nesta matéria. Não tenho dúvidas de que esse salto quântico se deve ao trabalho incansável e permanente da Acesso Cultura.
Posso dizer que foi esta associação que contribuiu, de forma direta e indireta, para grande parte das minhas aprendizagens em torno das questões da acessibilidade e participação cultural. É um olhar crítico que se cultiva e que, uma vez conquistado, não mais se consegue ignorar. Essa consciência tem-me impelido a agir e a promover melhorias concretas em cada contexto profissional por onde vou passando, culminando, em 2024, na coordenação das acessibilidades na Culturgest.
Tornei-me sócia depois de vários anos a beneficiar do trabalho da Acesso Cultura, sentindo que estava na altura de também eu contribuir — ainda que de forma simbólica — para a continuidade do trabalho da associação.”
É gestora de projetos culturais na Culturgest, onde coordena as acessibilidades e projetos estratégicos. Tem experiência em cooperação europeia e produção de artes performativas, integrando o projeto Europe Beyond Access. É licenciada pela ESMAE e mestre pela Universidade de Maastricht.

Dália Paulo
“Sou associada da Acesso Cultura por convicção, por paixão, por (muito) acreditar… e porque precisamos de colocar a acessibilidade na normalidade da atividade cultural, para que o direito constitucional seja efetivo: só assim se cumprirá Abril. E por humanidade, todos devemos ter acesso integrado à cultura, independentemente da região onde nascemos, das nossas características específicas ou das nossas opções de vida. Porque fazer parte da Acesso Cultura é dar força a uma associação que trabalha diariamente para sermos um país mais humano, mais justo e mais digno – e fá-lo com alma, saber e paixão!”
É gestora/programadora cultural e museóloga, apaixonada pela cultura e por ligar pessoas a territórios. Começou a pensar em acessibilidade na cultura, há mais de vinte anos, no Museu de Faro. É Diretora Municipal na Câmara de Loulé e leciona na área do Património Cultural na Universidade do Algarve.
Graça Santa-Bárbara
“A trabalhar durante mais de 20 anos em museus, sobretudo na área da Comunicação, associar-me à Acesso Cultura foi inevitável. Entusiasmei-me com os primeiros projectos do GAM e identifiquei-me com os valores e objectivos da Acesso Cultura. Sinto que pertenço a uma comunidade que trabalha para um bem comum, o da fruição da cultura e da criação sem barreiras ou preconceitos, e de forma livre e pessoal com independência, criatividade e responsabilização.”
É museóloga, trabalhou em museus, sobretudo na área da Comunicação. Foi colaboradora da Estrutura de Projeto da RPM/IPM/MC. Foi Vogal da Direcção da Comissão Nacional do ICOM. Na Acesso Cultura foi vogal da Direção (2022-2024).
Inês Brito de Araújo
“Conheço o trabalho da Acesso Cultura há mais de 10 anos e, ao longo desse percurso, fui acompanhando uma reflexão e intervenção que se cruzam com as minhas próprias áreas de interesse. Este ano decidi, oficialmente, tornar-me sócia, por acreditar na importância de contribuir para uma cultura mais acessível, participativa e inclusiva, e de fazer parte de uma comunidade que partilha estas preocupações.”
É doutoranda em Educação Artística e mestre em História da Arte e Património, desenvolve trabalho nas áreas da educação e mediação cultural, com particular interesse pelas relações entre cultura, artes e participação. Integra o Núcleo de Educação e Mediação Cultural da Direção Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa.
Mundo em Reboliço
mundoemrebolico@gmail.com / www.mundoemrebolico.pt
“A Mundo em Reboliço é associada da Acesso Cultura porque partilha o compromisso que está na base da missão desta estrutura: promover o acesso — físico, social e intelectual — à participação cultural, entendendo-o como um direito de todas as pessoas.
Desde a sua fundação, a associação tem construído um modelo de trabalho assente na união entre criação artística e comunidade. Em vez de pensar a dança e os cruzamentos disciplinares como exercícios fechados sobre si mesmos, a Mundo em Reboliço desenvolve processos de criação, investigação e formação enraizados nos territórios onde intervém, o que implica uma atenção constante às pessoas, aos públicos e às condições reais de acesso à experiência artística.
Esta forma de agir espelha valores centrais da Acesso Cultura, como a justiça social e a curiosidade: a vontade de corrigir desigualdades de acesso e de explorar novas formas de relação entre arte e comunidade. Ao associar-se à Acesso Cultura, a Mundo em Reboliço passou a integrar uma rede nacional de agentes culturais empenhados em melhorar as condições de acesso à cultura, partilhando boas práticas, capacitando-se em acessibilidade e mediação, e reforçando o alcance e o impacto social do seu trabalho junto dos territórios e comunidades com que colabora.”
A Mundo em Reboliço é uma associação cultural sem fins lucrativos, fundada em 2011, pela coreógrafa Filipa Francisco. É uma estrutura de criação, investigação, experimentação, formação e circulação que trabalha na área da dança e dos cruzamentos disciplinares com diferentes comunidades. Aposta no trabalho de criação artística colaborativo e enraizado nos territórios onde atua.
Rita Gonzalez
rita.gonzalez119@gmail.com / www.amplacinema.pt
“A Acesso Cultura foi fundamental para o meu despertar para as questões da acessibilidade, nomeadamente através da participação, em 2019, no seminário Arte e Deficiência. Desde o início da AMPLA, tem sido o seu parceiro mais próximo. Ser associada é uma forma de manter essa ligação, continuar a aprender e contribuir para uma cultura cada vez mais acessível”
É produtora executiva e fundraiser independente. Trabalha em cinema desde 2006, tendo colaborado com diversas produtoras e realizadores. Atualmente colabora com a DuplaCena e é uma das fundadoras da AMPLA, projeto que promove a acessibilidade e a inclusão no cinema.
O que andamos a fazer?
Encontro de Associados
O debate que une: arquitetos pela acessibilidade e inclusão
22 de setembro
18h30
60 minutos
Zoom (senha 904475)
Com Susana Machado, arquiteta especialista em acessibilidade
Nas nossas formações falamos frequentemente sobre barreiras criadas por projetos de arquitetura que não têm em consideração as questões de acesso. Falamos igualmente de boas (e bonitas) soluções criadas por arquitetos com conhecimento e experiência nas questões de acessibilidade.
Susana Machado, uma das arquitetas com quem a Acesso Cultura trabalha regularmente, partilha a experiência da sua participação no Congresso Mundial da União Internacional de Arquitectos (UIA), onde integrou um grupo de trabalho dedicado aos edifícios inclusivos, à investigação e ao ensino da arquitetura.
Mais do que um relato do congresso, é uma reflexão sobre a responsabilidade social da profissão e sobre o que significa fazer da acessibilidade e da inclusão uma causa, também para quem trabalha na promoção do acesso aos espaços culturais.
Os associados convidam:
Ágora – Cultura e Desporto do Porto
Batalha Centro de Cinema
Sombra dolorosa, Guy Maddin + Orphée, Jean Cocteau
5 e 13 de setembro
Legendagem para pessoas surdas e ensurdecidas (LSE)
Amadeus, Miloš Forman
12 de setembro e 3 de outubro
Legendagem para pessoas surdas e ensurdecidas (LSE)
Perfect Blue, Satoshi Kon
18 e 27 de setembro
Legendagem para pessoas surdas e ensurdecidas (LSE)
A Streetcar Named Desire, Elia Kazan
20 de setembro
Legendagem para pessoas surdas e ensurdecidas (LSE)
Catarina Sobral
Produtora de:
Corpos indomáveis
Mente de Cão
18 e 19 de setembro
Diana Niepce
CRASH
inserido na programação de Actos de língua
Carpintarias de São Lázaro, piso -1
12 de setembro – 18h às 20h
Interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
Dueto
MAR – Mostra de Artes de Rua – Auditório do Centro de Artes, Sines
18 de setembro
Mariana Vitale
produtora do projeto:
Exposição RedSkyFalls (Réplica) – Uma rede de transmissão sísmica, de Alexandre Estrela
Galeria Zé dos Bois (Lisboa)
10 de outubro – Visita orientada com audiodescrição
Mundo em Reboliço
Mostra – Encontro de Artes em Espaço Rural
25, 26 e 27 de setembro em Água das Casas e na Matagosa
3 de outubro em Abrantes
4 de outubro em Fontes
Museu dos Lanifícios
Universidade da Beira Interior
Jornadas Europeias do Património
24 de setembro – percurso pela ribeira da Goldra, antiga ribeira dos Pisões.
26 de setembro – visita ao museu e oficina Pisoar a lã
Winter School CES-UBI 2026 — Cultural Mapping for Regenerative Local Development
13 a 17 de outubro








