Caros associados,
Voltamos, mesmo antes das férias, com as notícias do mês de julho:
- Quem somos? Continuamos a conhecer as pessoas e organizações que compõem a Acesso Cultura. O que as leva a fazer parte da Acesso Cultura?
- Os associados convidam: Partilhamos as notícias que nos enviaram. Se quiserem divulgar as vossas iniciativas, escrevam-nos para acessocultura.anabraga@gmail.com. A próxima newsletter sai em setembro.
- O que andamos a fazer? Em setembro anunciamos a nossa programação para a última metade do ano. Até lá continuam os projetos de consultoria e capacitação das equipas.
Quem somos?

fimp – Festival Internacional de Marionetas do Porto
“O Festival deve ser uma festa que não deve deixar ninguém de fora. O acesso adequado à divulgação, a espaços e, por fim, aos espetáculos, garantindo a acessibilidade por parte de públicos mais amplos é um objetivo no qual acreditamos e para o qual a Acesso Cultura tem sido um parceiro inestimável.”
O fimp é um festival de teatro contemporâneo para adultos. A programação junta o teatro de marionetas e formas animadas com outras disciplinas. A orientação artística mantém o olhar sobre a contemporaneidade, sem deixar de promover as formas tradicionais portuguesas.

Gabriela da Rocha
“Vim para Portugal há mais de dez anos para fazer o mestrado em Museologia, já voltado para a digitalização e a impressão 3D do património. Foi nessa altura que conheci a Acesso Cultura e reconheci ali as questões que me movem e um ótimo sentido para aplicar as ferramentas digitais que tanto gosto ao serviço do acesso físico, social e de informação à cultura. Acompanho a Acesso desde então porque é uma comunidade que faz um trabalho excelente, que lida com questões necessárias sem medo de se posicionar, e é por isso que cresce. Para mim, ser associada da Acesso Cultura é seguir um caminho responsável, criativo, reflexivo e muito diverso de ideias e de perspetivas, e é tudo isso que ela me apresenta.”
É museóloga, luso-brasileira, especializada em digitalização e impressão 3D. Tem formação em fabricação aditiva pelo MIT, com bolsa do ICOM Portugal. Fez a coordenação técnica do Museu na Aldeia (Prémio Europa Nostra) e colaborou no âmbito do Património Cultural 360, o maior projeto de digitalização de Portugal. Na Acesso Cultura faz parte da coordenação do Programa de mentoria.

Hugo Sousa
“Porque acredito que o acesso à cultura só é pleno quando também é compreendido por todos. Além de outras atividades que desenvolvi na área da cultura, foi também essa ligação entre acesso e comunicação clara que me trouxe até à Acesso Cultura.”
É coordenador-geral na Claro, uma empresa dedicada à comunicação em linguagem clara. É membro da direção da Acesso Cultura e da Plain Language Association International. Integra a comissão de acompanhamento dos apoios da DGArtes desde 2022.

Inês Cóias
Instagram: @inescoias @tira.tramas
“Acredito que o mundo deve ser de todas/todes/todos, mas estamos longe dessa utopia. Luto para que todas as pessoas possam ocupar o espaço que desejam ocupar e a Acesso Cultura está nessa luta comigo. Acredito na missão desta associação e admiro a permanente inquietação e desejo de ver e criar um futuro melhor. A Acesso Cultura luta por nós, por todos os que acreditam que as artes performativas e a cultura são feitas de todos e para todos.”
É atriz e performer. Frequentou o curso de atores na Escola Profissional de Teatro de Cascais e licenciou-se depois na Escola Superior de Teatro e Cinema. Atualmente trabalha como atriz/performer independente e leciona Teatro para a comunidade infantil.

Isabel Bastos
atisabelbastos@gmail.com | 938846335 | Linkedin
“Por amor e crença. Apaixonei-me pela Acesso numa conversa na Universidade de Aveiro sobre participação cultural, um assunto que me toca particularmente. Doem-me as barreiras e a complexidade desnecessária da cultura. Notei, após anos e anos em cursos e conversas, que era a minha primeira conversa num círculo – descomplicada, gentil, aberta. Fez todo o sentido. Ofereci-me como voluntária. Senti, e sinto sempre, carinho e partilha nas reuniões e formações. Ao ler a missão, visão e valores da Acesso, tudo em mim disse que valia a pena lutar por isto. E continuo a acreditar.
Nota: É o círculo ali.”
É museóloga no Museu do Porto. Aprendiz eterna, passou por edifícios históricos, salas de aula e reclamações antes de chegar aos museus, pelo sonho do que podem ser. Hoje escreve com dificuldade uma tese sobre linguagem clara em museus, acreditando que a cultura não devia ser uma dor de cabeça.

Luís Mendonça de Carvalho
lmmc@ipbeja.pt | www.unescobotanica.pt
“A minha ligação à Acesso Cultura resulta da convicção de que a cultura é um direito fundamental de todos.
A cultura deve estar no nosso quotidiano, ao alcance de todos, sem barreiras, sejam elas físicas, sociais, económicas ou intelectuais. Enquanto biólogo e etnobotânico, considero que o património natural, a história das plantas e os saberes tradicionais constituem uma dimensão essencial do património cultural, cuja preservação e divulgação exigem uma abordagem inclusiva e acessível.
A Acesso Cultura desempenha um papel determinante na promoção destes valores, incentivando boas práticas que aproximam pessoas, instituições e património. Identifico-me com a sua missão de promover uma cultura mais participativa, onde a diversidade de públicos é reconhecida como uma riqueza.
Ser associado representa, para mim, uma forma de contribuir para uma reflexão mais ampla sobre a relação entre ciência, património, educação e cidadania. Acredito que o conhecimento só cumpre plenamente a sua função quando é partilhado de forma rigorosa, compreensível, generosa e aberta, permitindo que um número cada vez maior de pessoas participe na construção, na valorização e na salvaguarda do nosso património comum.”
É biólogo, etnobotânico, professor coordenador no Instituto Politécnico de Beja, investigador no Instituto de História Contemporânea (Universidade Nova de Lisboa). Fundou e dirige o Museu Botânico de Beja e é o titular da Cátedra UNESCO em Etnobotânica.

Museu do Calçado
www.museu-do-calcado.pt | museudocalcado@cm-sjm.pt | +351 256 004 006
“Quando em 2023, o Museu do Calçado se associou à Acesso Cultura era já recorrente a participação da equipa em ações de formação e outras atividades. Desde então, que a partilha de conhecimento, a permanente atualização de informação e o agitar de paradigmas, têm contribuído profundamente para momentos de autoreflexão e concretização de ações em direção à democracia cultural.”
O Museu do Calçado é um espaço de aprendizagem, experimentação e criatividade onde dialogam as mãos experientes do ofício e a criatividade dos novos designers; conta-se a história do calçado ao longo do tempo; descobrem-se histórias de vidas dedicadas aos sapatos e sapatos que marcaram vidas.

Samuel Guimarães
“Porque a acesso cultura mudou e muda, com rigor e cuidado radical, práticas e vocabulários, saberes e atenções no sector cultural e não só. Antes de 2013, pouco (diria muito pouco!) se falava sobre direitos de todas as pessoas, sobre modelo social de deficiência, sobre questões de classe, raça e minorias sexuais no sector cultural, sobre o classismo e capacitismo que ainda povoa nosso ensino artístico e a fruição das culturas; sobre democracia cultural.
A aposta em colocar várias pessoas e diferentes tipologias de instituições a ouvirem-se; na produção de conhecimento e edição de documentação de acesso livre; nos ciclos de formação, atentos às barreiras geográficas e com horários apropriados… Ou quando se visita lugares ditos de cultura, ou se consulta agendas, sem ser das cidades maiores, e encontramos bem identificada sessões de interpretação LGP ou de audiodescrição inscritas para os espetáculos da temporada, quando se vê identificado o reconhecimento dos limites e reformulação das condições de acessibilidade física dos espaços… são, de modo objetivo e material, lastro da presença e intervenção da Acesso. Este labor, atento e persistente, no dar a ver para operar/transformar sobre discriminações e barreiras físicas, sociais e simbólicas é muito inspirador e propõe-nos sempre que desconfiemos das nossas certezas.
OBRIGADO às pessoas que fazem a Acesso. ”
Trabalha na intersecção dos campos da educação, paisagem e artes performativas. Opera em diferentes contextos educativos da mediação (que se quer critica) ao ensino artístico. É responsável pelo eusoupaisagem, programa de educação do museu do douro, desde 2006.
Os associados convidam:
ALKANTARA
Pensar a audiodescrição na criação artística
(PISTA)
7 de julho
com Inês Gonçalves
(Interpretação em Língua Gestual Portuguesa)
Chão de Oliva
17, 18, 19, 25 e 26 julho
Experiência disponível em português, inglês, versão adaptada para a infância, audiodescrição e, no dia 25 de julho, interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
Linguagem Próxima – Associação Cultural
Passeando com a D. Rosa – Workshop Coffeepaste
13, 16, 20 e 23 de julho
com Afonso Cruz
O que andamos a fazer?
Em setembro anunciamos a nossa programação para a última metade do ano. Até lá, continuam as ações de capacitação internas e os três projetos em que somos consultores (Plano de Acessibilidade da Évora_27, Manual de Boas Práticas de Acessibilidade para a Direção Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa e o trabalho de avaliação do Europe Beyond Access).
A consultoria é parte do trabalho que fazemos, suportando as organizações culturais e os seus profissionais na implementação de boas práticas no acesso – físico, social e intelectual – à participação cultural.
2 de julho de 2026
