Janeiro a Junho 2021
Horário: 18h-21h

Com Ana Pérez-Quiroga, André Murraças, Diana Bastos Niepce, Jesus Vidal, Judite Primo, Margarida Silva

O programador britânico Madani Younis disse na conferência do ISPA em Janeiro de 2020 que “Generosidade não é justiça. E inclusão não é equidade.” Percebemos com isto que, apesar das palavras diversidade e inclusão surgirem com bastante frequência no discurso das organizações culturais e dos seus profissionais, não temos plenamente noção do que significam, do que representam e do impacto que têm (ou deveriam ter) nos nosso trabalho e na nossa relação com a sociedade.

Como acompanhamento ao curso Diversidade e Inclusão (7 e 9 de Dezembro 2020), realizamos este ciclo de 6 seminários, que nos permitirão conhecer melhor o percurso de seis profissionais da cultura, não só como profissionais do sector, mas também como espectadores e visitantes.

Calendário 2021

18 de Janeiro: Judite Primo
25 de Fevereiro: Margarida Silva
29 de Março: André Murraças
26 de Abril: Diana Bastos Niepce
10 de Maio: Ana Pérez Quiroga
14 de Junho: Jesus Vidal

Público-alvo

Directores e gestores de espaços e projectos culturais, artistas, profissionais da comunicação e da mediação / serviços educativos.

Ficha de inscrição para o ciclo de seminários
(se pretende o pacote curso de formação + ciclo de 6 seminários, por favor, veja em baixo)

Preçário

Seminários avulso

Preço único: €15/seminário

Curso de formação + ciclo de 6 seminários em 2021
(mais informações sobre o curso de formação Diversidade e Inclusão e inscrições)

Normal: €90
Estudante/Desempregado: €80
Associado da Acesso Cultura: €70


Notas biográficas

Ana Pérez-Quiroga: Licenciada em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Mestre em Artes Visuais pela Universidade de Évora e Doutorada em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Expõe desde 1999, com destaque para as participações institucionais em: Falconer Gallery-Grinnell, Iowa, EUA; World Art Museum, Pequin, China; Villa Savoye-Le Corbusier, França. Das exposições individuais destaque para: MAAT, Museu do Chiado, Museu de Arte Popular e Convento de Cristo. Foi distinguida em 2015 com o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores – SPA, para a melhor exposição de Artes Plásticas.

André Murraças estudou Realização Plástica do Espectáculo na Escola Superior de Teatro e Cinema e acabou com distinção o Master of Arts in Scenography da Hogeschool voor de Kunsten, em Utrecht, na Holanda. Foi encenador, dramaturgo, cenógrafo e intérprete dos solos O Triângulo Cor-de-Rosa, O Criado, Fantasmas, Santos e Pecadores, Teatro Noir, Sex Zombie – a vida de Verónica Lake, Hollywood, One Night Only – uma rádio-conferência, Um Marido Ideal, Pour Homme, Swingers, As Peças Amorosas e As Palavras São o Meu Negócio. Escreveu também as peças Império, 50 – Orlando, ouve, Todas as noites a mesma noite, Film Noir, Os Inconvenientes, CinemaScope e O Espelho do Narciso Gordo.  Encenou e cenografou Um Número, de Caryl Churchill, no Teatro da Trindade. Trabalhou como redactor publicitário e foi guionista para televisão, estando até nomeado para um Emmy de tv. É o criador do Queerquivo – um novo Arquivo LGBT Português, com edição online e em livro. É o argumentista e realizador da primeira websérie gay portuguesa, Barba Rija, que conta com diversas presenças em festivais estrangeiros e prémios. Ainda este ano estreou outra websérie feita durante o confinamento chamada: Desabafos. A revista Mini Internacional considerou-o um dos mais promissores criativos da sua geração.

Diana Niepce é bailarina, coreógrafa e escritora. Formou-se na Escola Superior de Dança, fez Erasmus na Teatterikorkeakoulun, fez uma pós-graduação em Arte e Comunicação na Universidade Nova de Lisboa, completou a formação CPGAE do ForumDança e é também professora habilitada de hatha-yoga. É criadora das peças “Raw a nude” (2019), “12 979 Dias” (2019), “Dueto” (2020). Enquanto bailarina e performer colaborou com artistas nacionais e internacionais. Desenvolve projectos regularmente com os artistas Mariana Tengner Barros, Rui Catalão e a companhia polaca Teatr21. Publicou um artigo no livro “Anne Teresa de Keersmaeker em Lisboa” (ed. Egeac/INCM), o conto infantil “Bayadère” (ed. CNB) e o poema “2014” na revista Flanzine. Foi membro do júri do prémio Acesso Cultura 2018 e do Festival – Inshadow 2018.

Jesús Vidal é actor. Em 2019 foi distinguido com Medallas del Círculo de Escritores Cinematográficos e com o Prémio Goya de Melhor Actor Revelação no filme “Campeones”. Formou-se em Língua e Literatura Espanhola, fez mestrado em jornalismo e trabalhou na secção de desporto da agência EFE. De seguida, participou no documentário “Ni distintos ni diferentes: campeones” (2019), dirigido por Álvaro Longoria, que conta com a participação do elenco de “Campeones”. Em agosto de 2019 foi escolhido para o filme “Zapeando”. No mês seguinte, actuou na peça de teatro “Alguien voló sobre el nido del cuco” no Teatro Calderón em Madrid. É autor da peça “Sala de espera”. Escreve também poesia e contos.

Judite Primo Doutorada em Educação (Universidade Portucalense Infante D. Henrique -2007), Mestre em Museologia (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias – ULHT – 2000) e graduada em Museologia pela (Universidade Federal da Bahia – 1996). Titular da Cátedra UNESCO “Educação, Cidadania e Diversidade Cultural”; Investigadora Principal FCT “Education, Citizenship and Cultural Diversity: Theory and practice of Sociomuseology” CEECIND/04717/2017, desenvolvendo atividade de I&D no quadro do Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento (CeiED). Ente 2007 e 2019 Coordenou o Doutoramento e Mestrado em Museologia da ULHT. Diretora do conselho Editorial da Revista Cadernos de Sociomuseologia. Tem experiência na área da Sociomuseologia com ênfase na Teoria Museológica, Políticas Culturais, Género e Estudos Decoloniais.

Margarida Silva tem um Bacharel em Comunicação Empresarial e conta com 19 anos de funções em serviços do Ministério da Cultura. Entre 2001 e 2011, na ex-Secretaria-Geral do MC, desempenhou funções de Secretariado de Direção. Em Outubro de 2011, seguiu para a DGArtes, com as mesmas funções, destacando-se o envolvimento nos projectos Pegada Cultural – Artes e Educação, EEAGrants 2009-2014; Audições para a Orquestra de Jovens da União Europeia; Representação Oficial Portuguesa na Bienal de Veneza (2012-2017). Em Fevereiro de 2018 foi convidada a integrar a equipa de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais do GEPAC – Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais. Destacam-se desde então os projectos: Sala Criativa, que desenvolve metodologias de trabalho colaborativo; OPP – Orçamento Participativo Portugal; Da Habitação ao Habitat (IHRU); De Fenais a Fenais (DRCAçores); Participação da Cultura na Futurália, entre outros, com abordagens que promovem a Cultura como motor de desenvolvimento social, territorial e económico.

Pedro Faro é Crítico de Arte, Historiador da Arte e Curador. Formado em História da Arte pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa, e em Comunicação Empresarial, pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. Colaborou na revista L+arte (de 2006 a 2011). Foi consultor de Artes Visuais do programa de televisão Câmara Clara, na RTP2 (de 2010 a 2012). Tem desenvolvido e colaborado em várias actividades e projectos de investigação, curadoria, divulgação, crítica, escrita e produção no âmbito da Arte Contemporânea. Trabalha no Atelier-Museu Júlio Pomar, desde a sua criação em 2013, produzindo e comissariando exposições e investigação sobre o artista. De Janeiro de 2017 a Março de 2019, fez parte da direcção das Galerias Municipais de Lisboa (Adjunto da Direcção para a parte artística). Integra a secção portuguesa da AICA  – Associação Internacional de Críticos de Arte, desde 2009, tendo feito parte da sua direcção entre 2012-2015.