Caros associados,
Esta é a primeira newsletter exclusiva para a família.
- Quem somos? A nossa associação cresceu, é composta por muitas e diversas pessoas e organizações. Vamos conhecê-las aos poucos, algumas mais recentes, outras que nos acompanham há mais tempo. O que as levou a fazer parte da Acesso Cultura?
- A Acesso Cultura convida: Destacamos eventos públicos (este mês, a Semana Acesso Cultura), assim como o nosso primeiro encontro exclusivo para associados (uma conversa online com Rui Catarino – Gestor Cultural e Presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II – sobre governação cultural, liberdade artística e responsabilidade pública).
- Os associados convidam: Partilhamos as notícias que nos enviaram. Se quiserem divulgar as vossas iniciativas, escrevam-nos para acessocultura.anabraga@gmail.com. A próxima newsletter sai daqui a um mês, enviaremos um lembrete.
- O que andamos a fazer? Saibam quais os principais projetos em que estamos envolvidos.
Quem somos?
Ana Leitão
“Sou associada da Acesso Cultura, em primeiro lugar, porque esta nasceu de um grupo informal a que eu pertencia e com o qual me identifiquei profundamente: o GAM – Grupo para Acessibilidade nos Museus. Por consequência, porque acredito na força do trabalho conjunto e na necessidade inadiável de derrubar barreiras extremamente injustas no acesso à fruição de bens e experiências culturais, optei em 2013 por integrar formalmente a AC, que nascia com âmbito e possibilidades mais alargados. Curiosamente e depois de 20 anos de carreira profissional, à minha situação de museóloga ‘ativista’ pela inclusão das pessoas com necessidades específicas, juntou-se uma nova situação, a de beneficiária muito direta da ação da Acesso Cultura: a minha filha, celíaca como eu, pôde participar em pleno num projeto musical que decorria na Fundação Gulbenkian graças à reivindicação da AC quanto à sua dieta específica, e eu própria já beneficiei de diligências da associação relativamente a uma recente incapacidade, decorrente de algoneurodistrofia.”
Trabalha em Educação e Mediação Cultural, desde 1992. Esteve envolvida na criação e implementação de recursos de acessibilidade no Museu Nacional do Traje, no Museu Nacional do Azulejo e na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.

AND Lab – Centro de Investigação em Arte-Pensamento & Políticas da Convivência
“A questão da acessibilidade e da multiplicidade é inerente à abordagem praticada pelo AND Lab, assente na criação de situações de encontro e ferramentas conceptuais/performativas que propiciam a reflexão situada e o exercício de vias para criar/atuar (micro)políticas de reparação e reciprocidade na convivência, num emaranhamento entre práticas artísticas e ética de vida. Nesse sentido o AND Lab tem procurado integrar redes e parcerias que propiciem a reflexão sobre estes temas e a ampliação do seu método a partir da interlocução com outras ferramentas e saberes.”
A AND Lab é uma plataforma de investigação prática que trabalha o Modo Operativo AND (MO_AND). O seu objetivo é explorar este método em desenvolvimento contínuo, torná-lo compreensível e partilhá-lo com outras pessoas, aplicando-o na prática.
André Coelho
“Fui um dos fundadores da Acesso Cultura, numa altura em que percebemos que as exigências da acessibilidade cultural já não cabiam num grupo informal nem em iniciativas pontuais. Em 2013, quando o tema ainda não estava na moda, os públicos com necessidades específicas já existiam — e tinham a ambição legítima de viver plenamente todas as formas de expressão cultural.
Sentimos que era urgente garantir que as instituições e as suas equipas ganhassem consciência desta realidade e desenvolvessem competências para planear e implementar projetos de acessibilidade de forma consistente. A Acesso Cultura nasceu precisamente dessa necessidade: criar mudança estrutural, não apenas boas intenções.
Hoje, o reconhecimento das boas práticas — e a coragem de denunciar más práticas e situações de discriminação — são parte da identidade da associação. É por isso que continuo associado: porque acredito numa cultura verdadeiramente para todos e numa organização que trabalha todos os dias para que isso seja uma realidade.”
É Gestor Cultural e fundador da Realizasom, uma empresa pioneira em Portugal em projetos de acessibilidade em museus. É membro da Direção da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa e da subcomissão de Turismo Acessível do Turismo de Portugal.
Carla Maia de Almeida
“Tornei-me associada da Acesso Cultura porque me identifico totalmente com os valores enunciados (criatividade, curiosidade, independência…), e porque na minha cabeça há sempre uma família imaginária que me dá um sentido de rumo e pertença. Também para contrariar a sensação de isolamento geográfico e social, fruto de ter vivido 37 anos em Lisboa e de ter voltado para o «meu» norte sem grande convicção.”
É jornalista, escritora, tradutora, formadora e estudiosa de Literatura Infantojuvenil. Publicou quinze livros para os mais novos, entre contos, álbuns, biografias, livros informativos e o romance juvenil Irmão Lobo. Criou há pouco a «Oficina de Literatura Infantojuvenil e Sociedade», uma formação para bibliotecas e outros espaços culturais.
Filipa Matos
“Sigo a atividade da Acesso Cultura, atentamente, há diversos anos e participei em algumas formações. Considero que desenvolvem um trabalho sério, pertinente e de grande utilidade, em áreas estruturantes e transversais, para os profissionais da área da Cultura e para a sociedade em geral. Sinto que fazer parte desta Associação me aproxima de temáticas que considero relevantes na área cultural e dos profissionais, sendo que é uma mais valia fazer parte desta Rede.”
É Consultora e Gestora Cultural. Colaborou em diversos organismos, incluindo a Direção Geral das Artes e o Gabinete do Secretário de Estado da Cultura, a Experimentadesign, a Fundação Casa de Mateus e o Município de Oeiras.

PELE
www.apele.org | pele.associacao@gmail.com | 915920764
“Somos associadas da Acesso Cultura porque reconhecemos nesse caminho uma forma de cuidar do encontro. Porque sentimos que a Acesso Cultura faz esse trabalho raro de lembrar, com persistência e delicadeza, que o acesso não é um detalhe, mas a própria possibilidade de participação na vida comum.
Para a PELE, associarmo-nos é também uma forma de caminhar acompanhadas. De fazer parte de uma rede que pensa, questiona e imagina coletivamente práticas culturais mais conscientes, mais porosas e mais humanas.
Há afinidades que não nascem apenas das ideias, mas da maneira como se escolhe participar no mundo. E sentimos essa proximidade com a Acesso Cultura.”
A PELE é um coletivo que desenvolve projetos de criação artística enquanto espaços de reflexão, ação e participação cívica e política, potenciando processos de transformação individual e coletiva.
Rita Caré
“A Acesso Cultura inspira-me, motiva-me e apoia-me através do trabalho que desenvolve e das formações que promove.
Em Dezembro de 2025, decidi que não poderia mais não ser associada da Acesso Cultura… Não fazia sentido não ser associada de uma entidade na qual me sentia em “casa”, não é?
É uma entidade com uma presença muito ponderada, refletida e matura na defesa da sua Missão e dos seus objetivos, que me são muito relevantes pessoal e profissionalmente. Ter-me tornado associada da Acesso Cultura não pode ser dissociado do facto de ter seguido atentamente o percurso profissional da Diretora Executiva, Maria Vlachou, e os seus esforços em prole da implementação de medidas de Acessibilidade em Museus e outras entidades culturais, desde que fui Monitora do Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva, em 2001-02, no qual a Maria Vlachou era Diretora de Comunicação e estava a implementar estratégias de Acessibilidade.”
Tem uma mente irrequieta e um percurso multidisciplinar: da Biologia e Museologia à Comunicação, Ilustração e Gestão de Eventos. Atualmente assume a Gestão da Comunicação na Misericórdia Vila Franca de Xira, desde 2025.
Sérgio Pelágio
“Subscrevo todos os objetivos definidos pela Acesso Cultura, associação que veio preencher um vazio enorme que existia na sociedade portuguesa. Saliento a atenção colocada pela associação sobre o crescente número de manifestações de violência no sector da cultura com a publicação do “guia para gerir incidentes e promover a segurança na cultura”. No meu caso, tem sido muito útil e considero-o essencial para despertar consciências, mas sobretudo, para contrariarmos e sabermos responder de forma eficaz e organizada a estes episódios disruptivos que acontecem em escolas, museus, salas de espetáculos, livrarias, etc.”
É músico. Fundou as Produções Real Pelágio, em 1997, com a bailarina e coreógrafa Sílvia Real. É colaborador regular do contrabaixista Mário Franco, e dirige o sexteto Riff Out.
A Acesso Cultura convida:
Semana Acesso Cultura
15 a 21 de junho
Encontro de Associados
Onde termina a tutela? Governação cultural, liberdade artística e responsabilidade pública
Com Rui Catarino
(exclusivo para associados)
18 de junho
18h30
60 minutos
Num momento em que aumentam os debates sobre governação cultural e liberdade artística, vamos conversar sobre os limites da intervenção das tutelas políticas na atividade e programação cultural.
Rui Catarino, gestor cultural e atual Presidente do Concelho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II, vai dar o ponto de partida para refletirmos em conjunto sobre o que está definido no enquadramento legal português e o que pode ser entendido como interferência na liberdade artística das instituições.
Os associados convidam:
ALKANTARA
Pensar a audiodescrição na criação artística
(PISTA)
7 de julho
com Inês Gonçalves
(Interpretação em Língua Gestual Portuguesa)
Museu de Lanifícios
Teias da Terra – Exposição têxtil de Alice Albergaria Borges
até 13 de janeiro de 2027
Exposições Histórias Coloridas. Histórias Tecidas
até 27 de junho de 2026
Guia Multimédia Digital
Museu de Lanifícios da UBI (Covilhã)
O que andamos a fazer?
Neste momento, estão em curso três projetos em que somos consultores: Plano de Acessibilidade da Évora_27, Manual de Boas Práticas de Acessibilidade para a Direção Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa e o trabalho de avaliação do Europe Beyond Access.
A consultoria é parte do trabalho que fazemos, suportando as organizações culturais e os seus profissionais na implementação de boas práticas no acesso – físico, social e intelectual – à participação cultural.






