Cartaz da conferência

Regressar à Conferência 2019


Alesa Herero
nasceu em Roma, Itália, de mãe caboverdiana e pai angolano. Tendo-lhe sido dado o título de “filha de segunda geração”, tenta construir a sua identidade a partir de espaços quais migrações, interculturalidade e cooperação e desenvolvimento. Após uma experiência na República Democrática do Congo, chega a Lisboa aos 24 anos, no âmbito do programa Erasmus; manteve-se em Portugal desde então. Actualmente, está a concluir o curso de Sociologia. É membro fundador do INMUNE – Instituto da Mulher Negra em Portugal, pelo qual é directora do Departamento de Arte e Cultura. A partir de uma cada vez mais profunda consciência de si, enquanto negra, mulher, queer, activista, pensadora e artista, está interessada em explorar a forma como a experiência colonial e o conceito de universalidade, criam identidades colectivas e individuais subalternas, que ocupam as margens da alteridade.


Alice Azevedo
nasceu em Lisboa em 1996. É licenciada em Estudos Artísticos, Variante em Artes do Espectáculo pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É activista Trans, Feminista e Queer, fazendo parte do colectivo Panteras Rosa, da Transmissão: Associação Trans e Não-Binária e da direcção da associação rede ex aequo. Para além de activismo, dedica-se também à arte e à animação. É actriz (integrando o GTSC-Grupo de Teatro Sai de Cena). Tem experiência em produção, tendo já organizado festas, debates, sessões de cinema, concertos, sessões de poesia, performances, entre outros. Foi consultora no projecto INTIMATE – Citizenship, Care and Choice: The Micropolitics of Intimacy in Southern Europe, desenvolvido no CES-UC.


Álvaro Laborinho Lúcio
nasceu em 1941. Magistrado de carreira, é Juiz Jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. De 1980 a 1996, exerceu, sucessivamente, as funções de Director do Centro de Estudos Judiciários, Secretário de Estado da Administração Judiciária, Ministro da Justiça e Deputado à Assembleia da República. Entre 2003 e 2006, ocupou o cargo de Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores. Com intensa actividade cívica, é membro dirigente, entre outras, de associações como a APAV e a CRESCER-SER, de que é sócio fundador. Com artigos publicados e inúmeras palestras proferidas, é autor de livros como “A Justiça e os Justos” (1999), “Palácio da Justiça” (2007), “Educação, Arte e Cidadania” (2008 ), “O Julgamento – Uma Narrativa Crítica da Justiça” (2012), “Levante-se o Véu”, este em co-autoria (2011), e ainda os romances “O Chamador” (2014) e “O Homem Que Escrevia Azulejos” (2016). Premiado na área da Psicologia, foi-lhe atribuída, em 2016, pelo Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados, a Medalha de Reconhecimento; e, em 2017, pela Associação Pró-Inclusão, a medalha de mérito. Foi agraciado por Sua Majestade, o Rei de Espanha com a Grã-Cruz da Ordem de D. Raimundo de Peñaforte, pela sua acção como Ministro da Justiça no âmbito da União Europeia; e por Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, pela sua acção como Ministro da República. Entre 2013 e 2017, foi Presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho. É Membro Eleito da Academia Internacional da Cultura Portuguesa.  Em Fevereiro de 2019 foi-lhe atribuído pela Universidade do Minho o título de Doutor Honoris Causa em Ciências da Educação.


Cíntia Gil
 estudou cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema e tem uma licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde 2012, é co-directora do Festival Internacional de Cinema Doclisboa, e desde 2016 é vogal na Direcção da Apordoc – Associação pelo Documentário. Tem participado em júris em vários festivais: FidMarseille, Torino Film Festival, Mar del Plata, RIDMontréal, Berlinale, entre outros.


Corinna Gardner
é Senior Curator of Design and Digital no Victoria & Albert Museum (V&A). Chefia o programa Rapid Response Collecting e a sua pesquisa centra-se no produto contemporâneo e design digital e no papel que estes desempenham na sociedade. Entre os seus projectos actuais inclue-se a re-apresentação das colecções do século XX e do design contemporâneo e o desenvolvimento de uma estratégia de coleccionar design digital, envolvendo os profissionais, a indústria e outros pares numa reflexão sobre o como o museu pode e deve envolver-se nesse novo campo de prática. Em 2015, Corinna foi co-curadora de “All of This Belongs to You”, uma exposição sobre o design da vida pública e o papel das instituições públicas na sociedade contemporânea. Antes de ingressar no V&A, Corinna trabalhou na Barbican Art Gallery em Londres em exposições como “OMA: Progress”, “Bauhaus: Art as Life”, “Random International’s Rain Room” e “Cory Arcangel’s Beat the Champ”.

Hugo Sousa é licenciado em Geografia – Planeamento e Gestão do Território pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2002). Estudou Gestão e Produção das Artes do Espectáculo no Fórum Dança (2004). É pós-graduado em Culturas e Discursos Emergentes: da crítica às manifestações artísticas (2008) e em Ciências da Comunicação (2012) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Colaborou com a Academia de Produtores Culturais e com a Cassefaz (2004-2005). No Teatro O Bando (2005-2012), teve responsabilidades nas áreas da comunicação, relações públicas, gestão de projectos de financiamento e relações institucionais. Trabalhou nas áreas do desenvolvimento territorial e dos fundos europeus (2012-2013). Fez parte do colectivo –mente (2013-2014). É consultor na área da comunicação acessível, colabora com o Polo Cultural Gaivotas | Boavista, da Câmara Municipal de Lisboa, e é membro da direcção da Acesso Cultura.


Isabel António nasceu em Lisboa em 1964. Licenciou-se em História, variante Museologia, na Universidade Aberta em Lisboa. Em 1991 iniciou a sua actividade profissional no ex-Instituto Português de Museus, onde trabalhou na área da gestão administrativa-financeira e patrimonial dos Museus Nacionais. Paralelamente, e no âmbito da atividade dos Serviços Centrais (ex-IPM e ex-IMC) e missão dos Museus Nacionais, deu apoio na produção e logística na área da museografia de exposições e eventos próprios. Em 2012 desempenhou funções na Direcção-Geral do Património Cultural, no Departamento de Museus, na área de gestão de colecções, dando continuidade ao apoio na produção e logística na área da museografia de exposições e eventos próprios. Actualmente, exerce as suas funções como produtora executiva no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.


Liliana Coutinho
é programadora de Debates e Conferências na Culturgest. Doutora em Estética e Ciências da Arte pela Universidade Paris 1, é investigadora do Instituto de História Contemporânea e do A.C.T.E – Arts, Créations, Théories et Esthétiques (Université Paris 1). Publicou “O delicado fio do comum”, em André Guedes, Ensaios para uma antológica, Kunsthalle Lissabon e Cura Books, 2016; “L’objet: ni un fétiche ni une preuve, mais un don pour la performance“, em Performance Vie d’Archive, Les presses du réel, 2014; “On the utility of a universal’s fiction”, em Gimme Shelter: Global Discourses In Aesthetics. Amsterdam University Press, 2013; «Hearing our pathway – A Sensous Walk», em Mobility and Fantasy in Visual Culture, London: Routledge, 2013; entre outros. Foi assistente de programação no Teatro Municipal Maria Matos (2015-2017) e responsável pelo Serviço Educativo do Museu de Arte Contemporânea de Serralves (2013-2015). Coordenou, com Rui Pina Coelho, a formação em crítica de artes performativas Mais Crítica. Curadora da exposição Túlia Saldanha, 2014, CAM/Gulbenkian. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte/Portugal, e as Associações AlkantaraRe.Al e And_Lab. É Professora convidada na Pós-Graduação em Curadoria de Arte, da NOVA FCSH, e no Master in Global Affaires (Estrasburgo), da Universidade Rei Juan Carlos (Madrid).


Maria Vlachou
é membro fundador e Directora Executiva da associação Acesso Cultura. Autora do blog Musing on Culture (e do livro homónimo), onde escreve sobre cultura, gestão e comunicação cultural, públicos, acesso e ainda, sobre o papel político das organizações culturais. Em 2019-2020 participa no programa RESHAPE – Arte e Cidadania. Gestora da página de Facebook Museum texts / Textos em Museus e co-gestora do blog Museums and Migration. Foi Directora de Comunicação do São Luiz Teatro Municipal (2006-2012) e Responsável de Comunicação do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva (2001-2006). Membro dos corpos gerentes do ICOM Portugal (2005-2014) e editora do seu boletim. Foi consultora do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva e da Comissão Cultural da Marinha. Colaborou com os programas Descobrir e Próximo Futuro da Fundação Calouste Gulbenkian. Estagiou no Petrie Museum of Egyptian Archaeology e no Natural History Museum (Londres). Fellow e membro do ISPA – International Society for the Performing Arts (2018). Alumna do DeVos Institute of Arts Management at the Kennedy Center for the Performing Arts (Washington, 2011-2013); Mestre em Museologia pela University College London (1994); Licenciada em História e Arqueologia (Universidade de Ioannina, 1992).

Mark Deputter (Bélgica/Portugal) iniciou a sua carreira na direção artística do centro de artes STUK em Lovaina. Mudou-se para Lisboa, onde entrou na direção (com Mónica Lapa) do festival de dança contemporânea Danças na Cidade. Foi programador de dança no Centro Cultural de Belém e na Companhia Nacional de Bailado / Teatro Camões. Criou e dirigiu o festival de artes performativas Alkantara, que se tornou um dos festivais mais proeminentes do país, e foi diretor artístico do Teatro Municipal Maria Matos. Atualmente é administrador da Culturgest – Fundação Caixa Geral de Depósitos, com os pelouros da comunicação e programação. Colaborou com várias redes a nível internacional, desenvolvendo projetos artísticos e programações em, entre outros, Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda, Turquia, Marrocos, Brasil, Cabo Verde e Moçambique.

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