16 de Março, 18h30, no Zoom
Participação gratuita
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“Não quero trabalhar em bailado ou ópera em que as pessoas dizem: ‘Ei! Mantenham isto vivo’, mesmo que já ninguém se importe com isso.”
Este excerto de uma entrevista do actor Timothée Chalamet tem provocado diversas e severas críticas e reacções. Há quem considere o comentário pouco elegante, há quem lembre que as pessoas se vestem bem para ir à ópera (“alta cultura”), há casas de ópera a afirmar que, mesmo que quisesse, Chalamet não conseguiria entrar porque as récitas estão esgotadas. O New York Times, no entanto, considera que Chalamet (cuja avó, mãe e irmã dançaram com o New York City Ballet) pode ter razão em relação ao valor que a ópera e o bailado têm para a sociedade em geral.
Quando foi a última vez que falámos tanto de ópera e de bailado? Quando foi a última vez que vimos casas de ópera a reagir com tanta rapidez, às vezes com sentido de humor, a partilhar o que fazem, a afirmar que estão vivas? E… se tivesse sido um bailarino a dizer que ninguém queria saber do cinema, a conversa seria a mesma? Porque é que o comentário de Chalamet provocou esta polémica?
Vamos conversar com Pedro Mascarenhas (ex-bailarino e gestor cultural), Vítor Belanciano (jornalista e crítico) e com quem mais quiser participar.
