Seminário: a audiodescrição com os VocalEyes

Cartaz do seminário

Fundação Calouste Gulbenkian
8 de Março de 2016

A experiência que muitas pessoas cegas ou com baixa visão têm de um espectáculo ou de uma obra de arte depende da qualidade da descrição. Assim como um tradutor tem que ser capaz de reconhecer as nuances da linguagem, um audiodescritor tem que compreender a linguagem visual de uma obra, a fim de a traduzir em palavras: se as intenções do actor, director ou do artista não são adequadamente compreendidas, o audiodescritor estará a contar apenas metade da história. Este seminário irá abordar a audiodescrição no teatro e nas artes visuais de um poanto de vista prático, dando uma ideia sobre as técnicas e a teoria da audiodescrição. Irá olhar inda para o contexto mais amplo da acessibilidade em que se enquadra a audiodescrição – como garantir que a vida cultural seja tão rica para as pessoas cegas e com baixa visão como para todas as outras.

Andrew Holland e Roz Chalmers iniciaram o seu trabalho na audiodescrição nos anos ‘90 em teatros, museus, galerias de arte e monumentos em todo o Reino Unido. Em 1998 Andrew fundou a VocalEyes, uma eampresa que, através de uma rede de cerca de 25 audiodescritores e outros profissionais, realiza todos os anos mais de 160 audiodescrições de espectáculos, assim como cursos de formação para as equipas de museus e galerias de arte, ajudando as organizações culturais a identificar e remover barreiras ao acesso para as pessoas cegas e com baixa visão. VocalEyes é a maior organização no Reino Unido que oferece serviços de audiodescrição e é financiada em parte pelo Arts Council England, como uma das organizações do seu Nacional Portfolio.

10.00 – 10.30
Describing the arts – the beginnings of description in the UK

10.30 – 11.45
Describing 3D objects. Principles and objectives.

11.45-13.00
Describing 2D objects. Principles and objectives.

Pausa para almoço

14.30-15.30
A sense of space, including orientation and wayfinding

Blind and partially sighted people need to appreciate their surroundings as much as a particular object. In this session we will discuss ways that they might navigate in order to provide them with appropriate information – either live or on a recorded guide.

15.30-16.00
The tactile experience.
Using tactile objects in museums and theatres.

16.00-17.30
The performing arts – principles, process and persuasion.
A discussion of the principle elements of theatre audio description. An explanation of the process, people, and technology needed in order to provide the best experience.

This session will also cover reaching the audience, ending with a discussion on how blind and partially sighted people in Portugal might be persuaded to attend.