2 de Junho de 2026
Online, 9h30-12h30
Com Alexandre Matos e Gabriela da Rocha

Neste seminário, vamos explorar de forma clara e crítica os desafios e oportunidades da digitalização de coleções de museus, incluindo alguns dos principais receios que este processo suscita. Discutiremos como o resultado dos processos de digitalização podem ampliar o acesso, criar novas experiências educativas e apoiar a investigação, mas também quais são os seus limites e riscos.

Abordaremos a documentação e gestão de coleções, mostrando como organizar e estruturar a informação de forma estratégica e sustentável, para que o digital funcione como ferramenta efetiva de mediação e preservação.

Para compreender o processo na prática, vamos conhecer as etapas para a digitalização completa de um objeto em 3D, das técnicas mais utilizadas até os recursos que podem gerar, como a impressão 3D.

Procuramos discutir e racionalizar os receios que persistem no sector face à necessidade de criação de coleções digitais. Vamos refletir sobre os medos relacionados ao digital, são motivos reais ou imaginários? O espaço será aberto para perguntas, partilhas e discussão. A formação articula perspectivas técnicas e museológicas, ajudando profissionais a tomar decisões conscientes, fundamentadas e críticas.

Preçário

Normal: €17
Estudante/desempregado: €15
Membro da Acesso Cultura: €12

Ficha de inscrição

Bionotas

Alexandre Matos é doutorado em Museologia pela Universidade do Porto. É investigador auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, desde agosto de 2025, integrado no CITCEM – Centro De Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória». Foi diretor de investigação e formação na empresa Sistemas do Futuro e gestor do projeto Mu.SA – Museum Sector Alliance em representação do ICOM Portugal. É membro do projeto SPECTRUM PT e responsável em Portugal pela divulgação e tradução da norma SPECTRUM, encontrando-se atualmente a participar no projeto de tradução da versão 5 da norma. Foi, desde 2016 e até 2022, membro da direção do CIDOC (Comité Internacional para a Documentação do ICOM) como membro regular e depois editor. Atualmente é co-responsável pelo grupo de trabalho sobre Documentação de Exposições e Performance.

Gabriela da Rocha é museóloga luso-brasileira, especializada em digitalização e impressão 3D aplicadas ao património cultural. É licenciada em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Museologia e Museografia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL). Possui certificação pelo MIT no curso Additive Manufacturing for Innovative Design and Production, com foco em impressão 3D, formação realizada com o apoio de uma bolsa do ICOM Portugal. Coordenou o projeto Museu na Aldeia, promovido pela Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP), distinguido com o Prémio Europa Nostra. Integra o Conselho Consultivo da conferência internacional The Best in Heritage (TBIH), na categoria IMAGINES – Tecnologias Digitais e Multimédia. Desde 2016, é associada da Acesso Cultura e faz parte da equipa de Coordenação do Programa de Mentoria Acesso Cultura. Atualmente, é Técnica Superior na Universidade NOVA de Lisboa, onde colabora no projeto nacional Heritage, Digitalization and Empowerment for Global Engagement (HEDGE), dedicado à digitalização 2D e 3D de coleções de museus, monumentos, palácios e sítios do património cultural, no âmbito do Património Cultural, I.P. e dos Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. Acredita que os museus são agentes de mudança e valorização social, proporcionando experiências que ultrapassam a contemplação passiva e geram transformação em várias níveis.