Cartaz da conferência

Conferência Every Story Matters | Cada História Conta
Lisboa, 19 de Novembro de 2019
Horário: 9h30 – 18h
Fundação Calouste Gulbenkian

As sociedades europeias estão a tornar-se cada vez mais diversas. Infelizmente, essa realidade não é reflectida em todos os lugares: a literatura e o sector dos livros ainda permanecem muito homogéneos, em muitos aspectos. Não se trata apenas de quem escreve (e de quem é incentivado a escrever), mas de quem é publicado, quem fica no palco, quem fica na plateia, como as pessoas são retratadas e quais os leitores que se podem identificar com os personagens dos livros que estão a ler. Todas as pessoas têm o direito de descobrir a literatura e de criar histórias, independentemente do seu contexto socioeconómico ou cultural, género, orientação sexual ou capacidades intelectuais e físicas. No entanto, nem todos temos oportunidades iguais para o fazer.

Esta é a conferência de abertura do projecto europeu Every Story Matters, co-financiado pelo programa Europa Criativa, do qual a Acesso Cultura é parceiro. Os interessados em se manter informados sobre as actividades do projecto podem preencher este formulário. Podem ainda seguir-nos no Facebook.

Os nossos parceiros locais são a Casa Fernando Pessoa e a Fundação José Saramago.
A conferência realiza-se com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.


INSCRIÇÕES

Normal: €30
Estudantes / Desempregados: €25
Membros da Acesso Cultura: €20
As línguas oficiais serão o português e o inglês. Haverá tradução simultânea.

Ficha de inscrição

PROGRAMA

9h-9h30
Recepção dos participantes

9h30-10h
Abertura: Acesso Cultura e apresentação do projecto por Flanders Litearature (coordenador – Bélgica)

10h-11h
Keynote speaker – Carla Oliveira, Orfeu Negro

11h-11h30
Pausa

11h30-13h
Painel de discussão – escritores e editores.
Moderadora: Noemi De Clercq

Com: Joana Estrela, Planeta Tangerina; Chafina Bendahman, Rose Stories (NL); Aimée Felone, Knights Of (UK); Ana Biscaia, designer gráfica e ilustradora

ALMOÇO LIVRE

14h30-15h30
Keynote speaker – Temi Odumosu, Malmö University

15.30-17.30
Painel de discussão – bibliotecários, professores
Moderadora: Margarida Ferra

Com: Susana Silvestre, Bibliotecas de Lisboa; Martin Zandi, Roskilde Library (DK); João Paulo Proença, Professor; Nadia Yracema, Aurora Negra

17.30-18
Conclusões

NOTAS BIOGRÁFICAS

Aimée Felone Co-fundadora da Knights Of – uma editora infantil, cujo foco principal é publicar promovendo a inclusão, através de encomendas a escritores e ilustradores de diversas origens, e ainda contratando colaboradores com perfis igualmente diversos. Aimée recebeu o Prémio Kim Scott Walwyn em 2019, pela sua “contribuição surpreendente” para a indústria em apenas cinco anos. Esteve ainda entre as pessoas que foram consideradas para receber a distinção “Bookseller Rising Star” em 2018. Antes de fundar a Knights Of, Aimée trabalhou na Scholastic Children’s Books e na agência literária David Higham Associates. A Knights Of abriu a única livraria infantil em Brixton, a Round Table Books, com títulos de autores e ilustradores sub-representados.

Ana Biscaia Designer gráfica e ilustradora. Estudou ilustração (Master of Fine Arts) em Estocolmo, na Konstfack University College of Arts, Crafts and Design. O seu primeiro livro ilustrado, “Negrume” (publicado pela &etc., com texto de Amadeu Baptista), data de 2006. Ilustrou “Poesia de Luís de Camões para Todos” (selecção e organização de José António Gomes), antologia que mereceu uma distinção do júri do Prémio Nacional de Ilustração em 2009. Recebeu o Prémio Nacional de Ilustração, em 2012, pelo livro “A Cadeira que Queria Ser Sofá”, de Clovis Levi. O seu trabalho para “O Carnaval dos Animais”, de Rui Caeiro, foi também selecionado pelo júri do prémio TITAN Illustration in Design. Com João Pedro Mésseder, editou o livro “Que Luz Estarias a Ler?” (2014) e “Poemas do Conta-Gotas” (2015). Fundou a Xerefé, pequena editora de livros ilustrados.

Carla Oliveira Fundou as edições Orfeu Negro em 2007. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Português e Inglês (FCSH, Univ. Nova), especializou-se em Literatura Comparada na Universidade de Letras de Lisboa e obteve o Diploma de Produção e Gestão de Espectáculos no Fórum Dança. Foi tradutora do Parlamento Europeu, no Luxemburgo, assinou traduções na editora Antígona, com a qual colaborou como assistente editorial durante vários anos, e dirige actualmente as edições Orfeu Negro, que se dedicam à publicação de ensaios no âmbito das artes contemporâneas e dos estudos de género, bem como ao livro ilustrado para miúdos (colecção Orfeu Mini) e graúdos (colecção Casimiro). Participa regularmente em feiras do livro e festivais internacionais de ilustração, bem como em eventos e seminários na área do livro infantil. Em Abril de 2019, a Orfeu Negro recebeu o Prémio de Melhor Editora Infantil Europeia, na Feira Internacional do Livro de Bolonha, pela relevância do seu trabalho na colecção Orfeu Mini.

Chafina Bendahman Editora e produtora. Começou a sua carreira ajudando meninas e mulheres como assistente social. Trabalhou como editora e cineasta em importantes canais televisivos holandeses, em programas como ‘Kassa!’, ‘From Wereld Draait Door’ e o canal História. É co-fundadora da jovem rede activista Doetank PEER. Em 2014, Chafina fundou a sua própria empresa de storytelling, ROSE Stories (http://www.rosestories.nl/), que colecciona, produz e publica com sucesso histórias mais inclusivas. Tem a responsabilidade criativa e, ao mesmo tempo, incentiva outros actores no campo cultural a tornarem as suas produções mais inclusivas. Ao longo de sua carreira, Chafina tem estado rodeada de uma grande rede internacional de empreendedores culturais, sociais e criativos, que apoiam a inclusão de histórias de artistas de origem bi-cultural.

Joana Estrela Estudou Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes do Porto. Passou por Budapeste e Vilnius, e depois voltou ao Porto, onde trabalha em ilustração e banda desenhada. Em 2014, a Plana publicou o seu primeiro livro, “Propaganda”. Em 2016, o Planeta Tangerina publica “Mana”, a obra vencedora do I Prémio Internacional de Serpa para Álbum Ilustrado.

João Paulo Proença Mestre em Gestão da Informação e Bibliotecas Escolares com a dissertação “Biblioteca Escolar e Web 2.0 – Questões em torno de algumas práticas em implementação e perceção do impacto no trabalho da Biblioteca” pela Universidade Aberta acessível aqui).  Licenciatura em ensino da Disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica pela Universidade Católica de Lisboa. Coordenador Interconcelhio para as Bibliotecas Escolares para os concelhos de Almada e Seixal. Formador na área das Bibliotecas Escolares, TIC e Inovação Educacional. Coordenador do Grupo de Trabalho das Bibliotecas Escolares da BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, arquivistas e documentalistas. Coordenador, desde 2001, de vários projectos Europeus (programas Comenius, Erasmus+ e Creative Europe), nomeadamente do projeto READ ON (www.readon.eu).

Margarida Ferra Licenciada em Ciências da Comunicação (variante Comunicação e Cultura), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Chegou ao meio editorial pelo balcão, tendo trabalhado em livrarias e tendo prestado serviços de revisão de texto e outras leituras a várias editoras, como freelancer. Frequentou um mestrado em Edição de Texto durante um semestre. Foi assessora de comunicação da Quetzal Editores entre 2009 e 2011 e, depois disso, coordenou a comunicação editorial do actual Grupo BertrandCírculo. Desde 2016, é responsável de comunicação da Casa Fernando Pessoa. Levada pelo interesse em museus e literatura, frequenta desde 2017 o mestrado em Museologia na FCSH-UNL. Lê menos do que pensa, publicou dois livros de poemas (na &etc) e dois livros para crianças e jovens. É associada da Acesso Cultura e colabora com o festival Play – Cinema para Sonhar. É mãe de três filhos – dois deles gostam de ler.

Martin Zandi Consultor de projectos e desenvolvimento nas Roskilde Libraries, onde trabalha principalmente com a coordenação do portfólio de projetos da biblioteca e dos seus projectos internacionais em campos tão diversos como a literacia digital, a literatura e a integração. Tem uma vasta experiência em projectos e iniciativas de cooperação internacional e europeia e foi, até 2018, gestor do Europe Direct Center for Zealand, Dinamarca. Foi Coordenador Administrativo de “A Million Stories”, um projecto intercultural de storytelling, iniciado e liderado por Roskilde Libraries (DK), em colaboração com as bibliotecas públicas de Malmö (SE) e Colónia (D) e aFuture Library em Atenas (GR). O projecto criou uma biblioteca digital de experiências humanas, contendo mais de 600 histórias de refugiados que chegaram à UE nos últimos anos. A intenção central de “A Million Stories” é criar uma plataforma que promova o respeito pela diversidade intercultural, criando referências que todos nós podemos reconhecer das nossas próprias vidas quotidianas através do storytelling.

Nádia Yracema Iniciou a sua formação e actividade no teatro Universitário, TEUC – Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso de formação em 2008. Continuou como parte integrante do grupo e membro de direcção até 2011. Paralelamente, frequentou a licenciatura de Direito na Universidade de Coimbra. Ingressou em 2012 na ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema / Ramo Actores. Após a conclusão da formação académica, tem trabalhado frequentemente como actriz em teatro, onde tem sido dirigida por vários encenadores nacionais e internacionais. Tem uma participação activa em vários organismos sociais que promovem o trabalho colaborativo nas áreas do cinema, teatro e performance. Em 2018, é uma das candidatas escolhidas para integrar o projecto internacional de teatro École des Maîtres. Juntamente com Cleo Tavares e Isabél Martins formam a Aurora Negra.

Noemi De Clercq trabalhou na Flanders Literature durante seis anos, tendo coordenado o programa de apoio à literatura infantil e juvenil. Como membro da equipa, especializou-se na promoção da leitura e na inovação social e foi responsável pelo desenvolvimento de uma política global para uma maior diversidade e inclusão no sector do livro em Flanders. Coordenou a conferência internacional “Every Story Matters” em Bruxelas e lançou uma carta de inclusão para o sector do livro flamengo. Esteve envolvida na elaboração do plano do projecto europeu Every Story Matters. Recentemente, mudou de emprego e agora é gestora geral do Circuscentrum, uma organização que visa unir as entidades ligadas às artes circenses da Flanders. No passado, trabalhou no Ministério da Cultura, onde se concentrou na participação de grupos marginalizados no sector cultural. Em 2018, fez parte, como especialista externa, de uma comissão para a avaliação das organizações socioculturais financiadas pelo governo. É membro do conselho da Passerelle, uma organização que se dedica ao diálogo intercultural e na inclusão de jovens através da dança moderna.

Susana Silvestre é chefe da divisão da Rede de Bibliotecas, da Câmara Municipal de Lisboa desde 2010. Tem sobre a sua alçada a gestão de 17 equipamentos e gere cerca de 160 pessoas. É membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura 2027. Anteriormente foi coordenadora da Rede de Bibliotecas de Odivelas e, anos antes, coordenadora do departamento de marketing e comunicação do Teatro Viriato. É licenciada em Comunicação Social e Cultural, pela Universidade Católica Portuguesa e Mestre em Arquivos, Bibliotecas e Ciências da Informação, pela Universidade de Évora. Tem sido formadora e conferencista em diferentes situações e países. Tem publicado vários artigos científicos sobre a literacia emergente e familiar, assim como sobre o papel das bibliotecas públicas no século 21.

Temi Odumosu Historiadora de arte, curadora e professora de Estudos Culturais na Universidade de Malmö, na Suécia. É autora do livro “Africans in English Caricature 1769-1819: Black Jokes, White Humour” (2017).  A sua pesquisa internacional e prática curatorial centra-se nos arquivos coloniais, escravidão e visualidade, ética na representação, arte e performance pós-memorial e, de uma forma mais ampla, a exploração de como a arte pode mediar a transformação social. Os seus trabalhos de curadoria mais recentes na Escandinávia incluem: Threshold(s) (CAMP/ Center for Art on Migration Politics, Copenhagen, 2019); What Lies Unspoken: Sounding the colonial archive (National Gallery & Royal Library of Denmark, 2017-2018); Milk & Honey (Botkyrka Konsthall, Sweden, 2017); and Possession: Art, Power & Black Womanhood (New Shelter Plan, Denmark, 2014).