Cartaz da conferência

Programação cultural: anjos e demónios
12 de Outubro de 2020
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Notas biográficas

Adelina Paula Pinto é Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Guiamrães. Licenciada em História pela Universidade do Porto e pós-graduada em Desenvolvimento Curricular (Universidade do Minho) e em Valorização Técnica para a Administração Escolar (Universidade Católica). Docente do Quadro do Agrupamento de Escolas Virgínia Moura; Presidente do Conselho Executivo da Escola B2,3 de Ponte e depois do Agrupamento de Escolas de Ponte, entre 1995 e 2005. Consultora de Formação do Centro de Formação Francisco de Holanda, de 2005 a 2010. Membro do Conselho Municipal de Educação de Guimarães. Formadora em várias áreas, designadamente Avaliação de Desempenho Docente, Bibliotecas Escolares e formação diversa para pessoal não docente. Coordenadora Interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares desde 2009, apoiando os seguintes concelhos: Guimarães, Vizela, Fafe, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena.

André e. Teodósio é licenciado pela Escola Superior de Teatro e Cinema e membro do Teatro Praga. É um actor, encenador de teatro e ópera, escritor de peças de teatro, coreógrafo, curador, apresentador de televisão, professor e ensaísta português que tem apresentado o seu trabalho em teatros, fundações, museus e institutos governamentais nacionais e internacionais com muita regularidade. Os seus ensaios estão editados por museus como Museu Berardo, Fundação EDP, Espai D’art Contemporary di Castello, Câmara Municipal do Porto, como também em outras publicações diversas. As suas peças de teatro foram editadas pela Culturgest e pela Douda Correria. Em co-autoria com Alexandre Melo e Vasco Araújo, é autor de “Império” e “Augusta”, num ciclo de livros ainda em processo editados pela Documenta. É professor regular na Escola Superior de Artes de Lisboa, no Forum Dança e tem apresentado as suas conferências em várias instituições. Com “Perda Preciosa” foi recipiente do prémio SPA para melhor espectáculo de dança. Em 2012 foi convidado a integrar a equipa de trabalho da Comissão Europeia “New Narratives for Europe”. É autor e apresenta os programas de divulgação cultural “Super Swing” e “Princesas e Doentes” no Canal Q.

António Pinto Ribeiro tem formação académica em Filosofia e um doutoramento em Cultural Studies. A sua actividade profissional reparte-se entre a programação cultural e a investigação. Foi o criador e director artístico da Culturgest (1993-2004), director de programas na Fundação Calouste Gulbenkian (2004-2015) dos quais destaca o Programa Gulbenkian Próximo Futuro. Foi o comissário-geral da programação “Passado e Presente – Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017”. Os seus principais interesses de investigação desenvolvem-se na área da arte e da cultura contemporânea, com particular empenho nas africanas e sul-americanas e nos estudos de cultura. É colaborador de várias publicações internacionais. Actualmente é investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, integrando a equipa do projeto ERC “MEMOIRS – Filhos de Império e Pós-Memórias Europeias” e é programador internacional. As suas mais recentes publicações têm por título África, os quatro rios (2015), Miscelânea (2015 e Peut-on Décolonizer les musées? (2019).

Catarina Saraiva é curadora, produtora e investigadora de artes performativas. Em 2009, depois de 10 anos na direção de alkantara, torna-se nómada e curadora em vários projetos sequencialmente em Espanha (El Ranchito), Brasil (Festival Panorama) e Chile (Movimiento Sur). De regresso a Portugal, desde 2018 que assina a curadoria do Festival Verão Azul, em Lagos, Faro e Loulé. No mesmo ano, lança em Coimbra o projeto Linha de Fuga – Festival internacional e laboratório de criação de artes performativas. Tem escrito vários artigos e efetuado vários seminários sobre o mercado das artes performativas e sobre curadoria e desenvolve distintos projetos de assessoria artística e apoio dramaturgista a artistas e organizações artísticas entre Europa e América do Sul.

Chiara Organtini é uma curadora e criadora de projectos apaixonada pela arte interdisciplinar e pelo espaço público, desde intervenções site specific, experiências digitais ou trabalhos participativos que questionam os géneros tradicionais e a função do espectador. Durante 12 anos, fez parte de indisciplinarte, uma organização que apoia as artes como agente de mudança urbana: contribuiu para o desenvolvimento de CAOS Centro Arti Opificio Siri, um espaço multidisciplinar de 6.000 metros quadrados localizado numa antiga fábrica na cidade pós-industrial de Terni e fez a curadoria do festival internacional de artes performativas de Terni. Em 2019, juntou-se ao Santarcangelo Festival, trabalhando especificamente em BEPART arte além da participação, um projecto de cooperação europeia em grande escala do programa Europa Criativa, que envolve 10 organizações parceiras na Europa e no norte da África para investigar formas colaborativas de fazer arte e a ética da participação. Actualmente, faz parte de C.U.R.A., um centro de residências para artistas e curadores e colabora com o WpZimmer, um espaço de residência para pesquisa e desenvolvimento artístico em Antuérpia.

Cristiana Morais Produtora executiva freelancer com quase vinte anos de experiência em várias companhias e estruturas culturais de V. N. Famalicão, Guimarães, Porto, Vila do Conde e Coimbra. Enquanto produtora tem focado o seu trabalho em áreas como a internacionalização e angariação de fundos. Sócia fundadora d’ A Circular Associação que organiza desde 2005 o Circular Festival de Artes Performativas em que colaborei na primeira e segunda edições. Durante 2 anos viveu em Moçambique e foi uma experiência pessoal e culturalmente marcante. Em 2002 fez o curso de Gestão e Produção das Artes do Espectáculo promovido pelo Fórum de Dança, tendo como formadores Ezequiel Santos, Giacomo Scalisi, Pedro Sena Nunes, Madalena Zenha, Rita Guerreiro entre outros(as).

Deborah Cullinan é a CEO (Chief Executive Officer) do Yerba Buena Center for the Arts (YBCA) em São Francisco. É uma das principais pensadoras sobre o papel central que as organizações culturais podem desempenhar na formação do nosso contexto político e social e tem dedicado muitos anos à mobilização de diversas comunidades através das artes e da cultura. Desde que iniciou as suas funções no YBCA em 2013, lançou novos e ousados programas, estratégias de envolvimento, e alianças cívicas que estão a redefinir o papel de um centro de artes no século 21. É co-fundadora do CultureBank e ArtsForum SF, co-presidente do San Francisco Arts Alliance e uma oradora muito procurada a nível internacional

Emília Ferreira é licenciada em Filosofia (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e mestre e doutora em História da Arte Contemporânea pela Universidade NOVA / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas). Investigadora integrada do Instituto de História da Arte da Universidade NOVA/FCSH, na linha Museum Studies e investigadora associada ao projecto Social Sciences and Humanities Research Council (SSHRC), da Universidade de Victoria, British Columbia, Canadá. Historiadora de Arte, curadora, educadora, docente, conferencista, autora de ficção. É, desde Dezembro de 2017, directora do Museu Nacional de Arte Contemporânea.

Faisal Kiwewa é director e fundador da Fundação Cultural Bayimba. Juntamente com a sua equipa, trabalhou arduamente para transformar a cena artística do Uganda de um estado estático para o seu actual nível de vibração. Nos últimos anos, sob a sua orientação, Bayimba treinou, apoiou e criou inúmeras plataformas para celebrar as artes no Uganda. Como tal, Bayimba tornou-se numa referência familiar entre artistas e profissionais, não apenas no Uganda, mas também na região da África Oriental e noutros cantos do mundo. Através de Bayimba, Faisal organizou uma série de festivais e outros eventos, desde o aclamado internacionalmente Bayimba International Festival of the Arts – este ano na sua 13ª edição – e vários outros festivais no Uganda (entre 2010 e 2015). Além disso, foi instrumental na introdução do fórum regional DOADOA | East African Performing Arts Market (com oito edições desde 2012) e o Kampala International Theatre Festival (seis edições desde 2014), além de revitalizar e revigorar o Amakula International Film Festival (desde 2016). Faisal é um programador / curador frequentemente procurado, membro de comissões e júris em vários festivais e eventos em todo o continente africano, bem como palestrante e formador.

João Sousa Cardoso é doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne). Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2006 e 2009. Encenou Sequências Narrativas Completas, estreado no Teatro Nacional D. Maria II, e Os Pescadores de Raul Brandão, estreado no Teatro Municipal do Porto, em 2016. Dirigiu o projecto TEATRO EXPANDIDO!, no ano de reabertura do Teatro Municipal do Porto, entre Janeiro e Dezembro de 2015, projecto que atravessou a dramaturgia do século XX, levando à cena 11 peças em 12 meses e mobilizando dezenas de actores, profissionais e amadores. Criou, ainda, os espetáculos O Bobo (2006) a partir de Alexandre Herculano, A Carbonária (2008), Raso como o Chão (2012) e Barulheira (2015) a partir de Álvaro Lapa. Realizou os filmes A Ronda da Noite (2013) a partir de Heiner Müller; e Baal (2013), A Santa Joana dos Matadouros (2014) e Na Selva das Cidades (2016) a partir de Bertolt Brecht. É curator da Extensão do Romântico no novo projecto Museu da Cidade, no Porto, dirigido por Nuno Faria. Professor na Universidade do Porto e na Universidade Lusófona. Escreve regularmente para o jornal PÚBLICO.

Jorge Silva Melo estudou na London Film School. Fundou e dirigiu, com Luís Miguel Cintra, o Teatro da Cornucópia (1973/79). Bolseiro da Fundação Gulbenkian, estagiou em Berlim junto de Peter Stein e em Milão junto de Giorgio Strehler. É autor do libreto de Le Château dês Carpathes (baseado em Júlio Verne) de Philippe Hersant, das peças Seis Rapazes Três RaparigasAntónio, Um Rapaz de Lisboa, O Fim ou Tende Misericórdia de Nós, Prometeu, Num País Onde Não Querem Defender os Meus Direitos, Eu Não Quero Viver baseado em Kleist, de Não Sei (em colaboração com Miguel Borges), O Navio dos Negros, A Fala Da Criada Dos Noailles Que No Fim De Contas Vamos Descobrir Chamar-Se Também Séverine Numa Noite Do Inverno De 1975, Em Hyères,  Sala Vip e O Grande Dia da Batalha. Fundou em 1995 a sociedade Artistas Unidos, de que é director artístico. Realizou as longas-metragens Passagem ou A Meio Caminho, Ninguém Duas Vezes, Agosto, Coitado do Jorge, António, Um Rapaz de  Lisboa, a curta-metragem A Felicidade e os documentários António Palolo: Ver O Pensamento A Correr, Conversas em Leça em Casa de Álvaro Lapa, Nikias Skapinakis – O Teatro dos Outros, Álvaro lapa: A Literatura, António Sena, Ângelo de Sousa: Tudo o que sou capaz, Ana Vieira: e o que não é visto, entre muitos outros. Traduziu obras de Carlo Goldoni, Luigi Pirandello, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, Georg Büchner, Lovecraft, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini, Heiner Müller, Harold Pinter e Max Frisch, entre outros.

Maíra Zenun é Doutora em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás, com a tese “A Cidade e o Cinema [Negro]: o caso FESPACO”, sobre teoria do conhecimento e cinema decolonial. Mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília, com a dissertação “Os Intelectuais na Terra de Vera Cruz: cinema, identidade e modernidade”, sobre a industrialização do cinema brasileiro. E Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participou como investigadora e produtora de imagens do TRANSE/UnB e desde 2014 colabora com o FICINE – Fórum Itinerante de Cinema Negro. Em 2015, criou em Lisboa, em parceria com outras artistas e pensadoras, o Coletivo Nêga Filmes, onde desenvolvem trabalhos transdisciplinares com poesia + performance + cinema + ciências humanas + fotografia. É poeta, produtora de imagens e programadora cultural. E desde 2016, coordena e faz a curadoria da Mostra Internacional de Cinema na Cova – África e suas Diásporas.

Mariana Mata Passos vive e trabalha em Évora desde 2010. É responsável pela programação cultural da Associação Pó de Vir a Ser – Departamento de Escultura em Pedra, desde 2017, data em que criou, com outros artistas, esta Associação. Trabalhou no projecto de catalogação da colecção do escultor João Cutileiro e organizou exposições do espólio fotográfico do artista, entre 2016 e 2018. Em 2015, concluiu a Pós-Graduação em História da Arte Contemporânea, na Universidade Nova de Lisboa. Colaborou regularmente com o Serviço Educativo da Fundação Eugénio de Almeida, como monitora, entre 2015 e 2019. Antes de se mudar para Évora, trabalhou “com os livros”, em diversas livrarias de Lisboa.

Pamela Lopez foi actriz. Actualmente, é Directora de Programação e Públicos no Centro Cultural Gabriela Mistral (GAM) em Santiago, Chile. Mestre em Gestão das Artes pela Universidade Columbia (2011) e bolseira Fulbright para estudos de pós-graduação. Pamela é investigadora em artes cénicas e gestão cultural e lecciona em várias universidades em cursos de gestão das arte, planeamento e desenvolvimento de públicos. Como defensora da comunidade teatral chilena, faz parte de várias organizações, uma delas a Red de Salas (Rede de Teatro).

Paulo Pires é programador cultural no Município de Loulé. A sua formação passa pelas Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses), Música,
Sociologia, Educação e Arte. Nos últimos 15 anos foi programador nos campos do Património Cultural Imaterial, Bibliotecas e Promoção/Mediação da Leitura, Arquivos e Artes Performativas. Colaborou com as mais reconhecidas figuras das artes e letras nacionais em múltiplas acções e
projectos culturais. Para além de extensa produção a nível de artigos e conferências, é autor de diversas obras, sendo a última Escrytos – crónicas e ensaios sobre cultura contemporânea (2013-2017), editada pela Arranha-Céus, de João Paulo Cotrim. É membro do Conselho Técnico-Científico da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve. Assina a direcção artística do Som Riscado – Festival de Música e Imagem de Loulé. Escreve regularmente no Público/Ípsilon sobre Cultura e Artes. Gosta de fotografia, gastronomia, natureza, cinema documental e neurociência.

Patrícia Portela (1974). Autora de performances e obras literárias, vive entre Portugal e Bélgica. Actualmente, é Directora Artística do Teatro Viriato. Licenciada em Realização Plástica do Espectáculo pela Escola Superior de Teatro e Cinema; Mestre em Filosofia pela Universidade de Leuven e, ainda, Mestre em Cenografia e Dramaturgia do Espaço pela Universidade de Utrecht e pela Central St Martins College of Art de Londres. Encontra-se a concluir o Doutoramento em Artes e Multimedia pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Recebeu vários prémios pela sua obra, dos quais destaca o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/Fundação Calouste Gulbenkian para Flatland I em 2005 e menção honrosa para Wasteband em 2004, o Prémio Teatro na Década para Wasteband em 2003, o Prémio Revelação dos Críticos de Teatro em 1998 ou a menção honrosa em 2006 para a Trilogia Flatland. Autora de vários romances e novelas, em 2012 foi finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE pela obra Banquete. Lecciona actualmente Dramaturgia e Imagem na Escola Superior de Teatro e Cinema e com regularidade noutros lugares em Portugal, na Békgica e no Brasil. É cronista regular do Jornal de Letras, Artes e Ideias desde 2017 e na radio Antena 1 no Fio da Meada às terças feiras.

Susana Menezes é directora artística do LU.CA – Teatro Luís de Camões. Desde 2001 faz programação artística para os crianças e jovens no contexto das artes performativas. A sua actividade começou no Teatro do Campo Alegre – Porto, tendo iniciado uma área programática dirigida aos públicos mais jovens e passado com as mesmas funções para o Teatro Maria Matos, onde continuou ao longo de 12 anos. Foi consultora na Artemrede – Teatros Associados. Dá formação em Serviços Educativos e Programação Cultural em diferentes formatos e níveis de ensino e apresenta regularmente comunicações no contexto do seu trabalho. É licenciada em Design de Produto pela ESAD Escola Superior de Artes e Design, tendo lecionado artes e design no ensino publico. Foi bolseira na Hogeschool Antwerpen / Design Sciences – Instituto Superior de Desenvolvimento de Produto. Concluiu pós-graduação no INDEG/ISCTE em Gestão Cultural nas Cidades em 2004 e frequentou o mestrado em Comunicação e Cultura no mesmo contexto universitário.

Vânia Rodrigues é Gestora Cultural e investigadora-colaboradora no CEIS20-UC. Tem colaborado com diversos projectos e organizações nacionais e internacionais, como consultora, oradora e formadora nas áreas de planeamento estratégico, programação, gestão cultural, desenho de projectos e parcerias internacionais e políticas culturais. Até 2018, foi responsável pela estratégia, gestão, co-programação e circulação internacional da companhia de teatro mala voadora. Foi assessora da Artemrede entre 2014 e 2018. Foi membro do ENCATC – European Network on Cultural Management and Policy, da European House for Culture e do Conselho Municipal de Cultura da cidade do Porto. Concluiu o Mestrado em Políticas Culturais e Gestão Cultural pela City University of London (2009) e prepara, actualmente, tese de doutoramento em Estudos Artísticos – Estudos Teatrais e Performativos, na Universidade de Coimbra, sob o tema “modus operandi – A nova ecologia de produção, gestão e criação nas artes performativas. Em 2020, publica o livro “AS PRODUTORAS – Produção e Gestão Cultural em Portugal. Trajectos Profissionais (1990-2019)” [no prelo].

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