Conferência 2018: Bionotas

Cartaz da conferência

BIONOTAS

Aida Rechena: Doutora em Museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias com a tese “Sociomuseologia e Género. Imagens da Mulher em Exposições de Museus Portugueses” (2011),  Mestre em Museologia (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (2003),  especializada em Arqueologia (Universidade Autónoma de Lisboa, 1993) e licenciada em História (Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 1985). A linha dominante da sua investigação é “Sociomuseologia”, “Museologia de Género” e “Comunicação Inclusiva em Museus”. Tem vasta experiência em curadoria de exposições, no desenvolvimento de programas museológicos e museográficos, na gestão de colecções museológicas e na gestão de museus. É actualmente Museóloga na Direcção-Geral do Património Cultural.

Ana Pérez-Quiroga: Licenciada em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Mestre em Artes Visuais pela Universidade de Évora e Doutorada em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Expõe desde 1999, com destaque para as participações institucionais em: Falconer Gallery-Grinnell, Iowa, EUA; World Art Museum, Pequin, China; Villa Savoye-Le Corbusier, França. Das exposições individuais destaque para: MAAT, Museu do Chiado, Museu de Arte Popular e Convento de Cristo. Foi distinguida em 2015 com o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores – SPA, para a melhor exposição de Artes Plásticas.

Ana Rito: Artista visual, curadora. Investigadora Integrada no CIEBA – Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes, onde desenvolve investigação em Curadoria Educativa, em parceria com várias Instituições museológicas (Fundação Calouste Gulbenkian, MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, Museu Colecção Berardo e MNAC – Museu do Chiado). Dos seus projectos curatoriais destacam-se a exposição SHE IS A FEMME FATALE, Fundação de Arte Moderna e Contemporânea Museu Colecção Berardo, em 2009 (Co-Curador: Hugo Barata); A IMAGEM INCORPORADA/THE EMBODIED VISION – Performance para a câmara, Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (Co-Curador Jacinto Lageira), em 2014; Arquivo e Democracia, de José Maçãs de Carvalho, MAAT, 2017.  É co-autora, com Hugo Barata (em colaboração com o Serviço Educativo do Museu Colecção Berardo e em parceria com o Externato “A Escolinha”), do projecto-piloto artístico e educativo IDENTidades, que trabalha a temática da igualdade de género com crianças do pré-escolar e do 1º ciclo.

André Murraças: Estudou Realização Plástica do Espectáculo na Escola Superior de Teatro e Cinema e acabou com distinção o Master of Arts in Scenography da Hogeschool voor de Kunsten, em Utrecht, na Holanda. Foi encenador, dramaturgo, cenógrafo e intérprete dos solos O Criado, Fantasmas, Santos e Pecadores, Teatro Noir, Sex Zombie – a vida de Verónica Lake, HollywoodOne Night Only – uma rádio-conferênciaUm Marido IdealPour HommeSwingersAs Peças Amorosas e As Palavras São o Meu Negócio. Escreveu também as peças Império, 50 – Orlando, ouve, Todas as noites a mesma noiteFilm Noir, Os Inconvenientes,CinemaScope e O Espelho do Narciso Gordo. Concebeu ainda os espectáculos Untitled – uma peça para galeria e Experiência Variações. Trabalhou como redactor publicitário e foi guionista para televisão. É o criador da websérie Barba Rija e é o responsável pelo projecto Queerquivo, o primeiro arquivo português de personalidades LGBT.

Andreia Brites: Mediadora de leitura desde 2003. Realiza sessões de promoção da leitura e de divulgação de livros e orienta clubes de leitura maioritariamente com o público infantil e juvenil. Integrou a carteira de itinerâncias da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) entre 2005 e 2011, quando esta foi interrompida. Dá formação certificada a professores nas áreas de leitura, escrita e literatura. Edita a secção infantojuvenil da revista mensal Blimunda, da Fundação José Saramago, desde a sua criação, em 2012. Alimenta o blogue O Bicho dos Livros, que fundou com Sérgio Letria em 2006. Acredita que as bibliotecas são um dos últimos bastiões da democracia.

Andreia Cunha: Mestre em Ciência Política pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade Nova de LIsboa.Trabalha em Cultura desde 2001. Foi responsável pela coprodução e parcerias da EGEAC com Festivais de cinema e teatro de 2005 a 2008: IndieLisboa, Doclisboa, Monstra, FIMFA, Alkantara, etc. É directora executiva do Maria Matos Teatro Municipal desde 2008, onde se envolveu, também, em projectos de co-curadoria de ciclos temáticos, entre os quais “Governar” (2009), “Manifesto” (2012), “Transição” (2013) ou “Gender Trouble” (2015).

António Fernando Cascais: Professor Auxiliar na Universidade Nova de Lisboa. Organizou os livros: Olhares sobre a Cultura Visual da Medicina em Portugal (Unyleya, 2014), Indisciplinar a teoria (Fenda, 2004), A SIDA por um fio (Vega, 1997), Hans Jonas, Técnica, medicina e ética (Vega, 1994) e, em colaboração, Cinema e Cultura Queer. Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer (Lisboa, 2014), Hospital Miguel Bombarda 1968 – Fotografias de José Fontes (Documenta, 2016), Dicionário Crítico de Arte, Imagem, Linguagem e Cultura (IGESPAR, 2010),Lei, Segurança, DisciplinaTrinta anos depois de Vigiar e punir de Michel Foucault (CFCUL, 2009).Investigador responsável dos Projectos FCT História da Cultura Visual da Medicina em Portugal e Modelos e Práticas de Comunicação da Ciência em Portugal.

Biblioteca Humana: A Biblioteca Humana (Human Library), enquanto estratégia de inovação social, tem como objectivo a promoção do diálogo, o respeito pelos direitos humanos e o combate ao estereótipo. Neste sentido, os “livros” são pessoas que interagem com leitores num clima de mútua aprendizagem. Reconhecida em 2003 pelo Conselho da Europa pelo seu carácter inovador e com mais de 15 anos de implementação em cerca de setenta países, a Biblioteca Humana consubstancia-se como um efectivo instrumento de transformação social e melhoria da qualidade de vida das pessoas envolvidas, assente num processo de aprendizagem cooperativo para “livros” e leitores. Lisboa, através da Rede de Bibliotecas/Biblioteca de Marvila aderiu em 2017, tendo-se organizado até ao momento quatro sessões da Biblioteca Humana. Conta no momento com 12 livros no seu catálogo.

Inês Ferreira Leite: Doutorada em Direito Penal e Professora desde 2015, sendo já assistente da Faculdade de Direito de Lisboa desde 2001. É Membro-Fundadora e foi Vogal da Direcção do Instituto de Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, (2007/2009), tendo lecionado em vários cursos do Instituto. Foi assessora no Ministério da Justiça entre 2006 e 2009, tendo, nessa qualidade, assumido funções como Membro do Conselho Consultivo da Unidade para a Reforma Penal, (2006/2007) e como Membro do Grupo de Trabalho para Reforma do Direito da Família, (2007/2009). É conferencista convidada no Ciclo de Conferências do Mestrado em Biologia Humana e Ambiente do Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências de Lisboa, desde 2007. É membro da Capazes, Associação feminista, sendo cronista da plataforma capazes.pt desde 2015. É membro da Comissão Para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial desde 2017.

Margarida Lima de Faria: Socióloga. Doutorou-se em Estudos Museológicos na Universidade de Leicester. Actualmente é investigadora do ISA – Instituto Superior de Agronomia – na área da Sociologia Rural em regiões tropicais. Abraçou a causa dos direitos LGBTI quando soube que uma das suas filhas era lésbica. Fundou, com o seu marido, a AMPLOS, uma associação de pais de LGBTI. Desde 2009 tem trabalhado com famílias de pessoas LGBTI e está activamente envolvida na luta contra a discriminação e pela defesa dos direitos LGBT na legislação portuguesa. O trabalho da AMPLOS tem-se alargado à intervenção em meio escolar e a nível comunitário. A AMPLOS está actualmente preocupada em alargar a sua acção à defesa dos direitos de crianças de género não normativo, pela defesa de ambientes escolares seguros, e de género neutro, que possibilitem a livre expressão destas crianças. Foi também vice-presidente da associação FDS – Familias por la Diversidad Sexual – que reúne associações de pais de 22 países da América Latina, Espanha e Portugal de 2013 a 2016. Actualmente é secretária geral da rede europeia European Network of Parents of LGBTI persons – ENP.

Odete: Trabalha entre os mediums da escrita, do djaying, das artes performativas e das artes visuais. O seu trabalho é um trabalho explicitamente autobiográfico, tornando claras ligações entre o pessoal e o político. Neste momento, pesquisa sobre sensações/noções de pertença e despertença, narrativas trans e formas de tornar visível a tristeza, a fragilidade e a “falha” enquanto potências políticas. Apresentou os seus trabalhos em vários locais e contextos, como Teatro Taborda , Teatro Municipal Campo Alegre, malavoadora.porto, CasAzul (Barcelos), CAPC (Coimbra), Festival DDD e Rua das Gaivotas 6. Foi performer em “Cyborg Sunday” , de Dinis Machado, tendo o projecto sido apresentado em WELD (Estocolmo, Suécia), SKOGEN (Gotemburgo, Suécia), Chelsea Theatre (Londres) e no Teatro Municipal Rivoli (Porto). Recentemente entrou na peça “Despertar da Primavera” dos Teatro Praga, estreada no CCB e ante-estreada no Centro Cultural de Ílhavo. Co-criou, juntamente com Bruno Cadinha, a peça-arquivo “DRLNG”, financiada pela Fundação GDA e apresentada na Rua das Gaivotas 6. Os seus trabalhos podem ser vistos em http://cargocollective.com/odete

Paula Allen: Psicóloga, especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia Social, do trabalho e das Organizações e com especialidade avançada em Psicologia Comunitária e  Sexologia. Dinamizou, por mais de 10 anos, o Gabinete de Planeamento Familiar e Saúde Sexual e Reprodutiva do Conjunto Habitacional da Biquinha, que foi posteriormente alargado ao concelho de Matosinhos, abrangendo S. Mamede de Infesta, Guifões, Leça do Balio e Custóias. Criou e dinamizou, por vários anos, o grupo de mulheres ciganas ativistas da Biquinha. Publicou vários estudos científicos, dos quais se destaca o artigo “(Des)encantos de ser mulher cigana”. Coordenou o Projeto Bloco i9, financiado pelo FAPE, que teve como finalidade maior, potenciar a integração das pessoas ciganas residentes na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. É co-fundadora da Associação Plano i e Vice-Presidente da Direcção. É actualmente Supervisora Técnica do Centro Gis – Centro de Respostas às Populações LGBTI e Presidente do Conselho Consultivo para as questões LGBTI.

Pedro Marum: Curador, artista e DJ sediado em Berlim. É membro fundador da Rabbit Hole (Lisboa), uma plataforma artística e colectivo de criação, experimentação, curadoria e festas. Entre 2010 e 2015 foi programador e produtor do Festival Queer Lisboa, assim como co-curador da secção Queer Focus, em conjunto com Ricke Merighi. Em 2015 recebeu uma bolsa de estudo para o mestrado Media Arts Cultures (MediaAC). É curador no SPEKTRUM (Berlim), espaço cultural de convergência entre arte, ciência e tecnologia, onde em 2016 iniciou o projeto XenoEntities Network (XEN), uma plataforma comunitária com programas mensais que exploram e debatem contextos e políticas mediadas pelas tecnologias digitais, através das teorias de género, queer e feministas. Como DJ é conhecido por marum e é residente e organizador da mina, projeto da Rabbit Hole que iniciou em conjunto com Violet e Photonz, uma festa mensal de techno assente em valores feministas e sex-positivism. Apresenta mensalmente VANTABLACK, um programa na Rádio Quântica, onde convida outrxs DJs, produtorxs e promotorxs para debater políticas de género e feminismo no contexto da música eletrónica.

Sara Martinho: Psicóloga social e multiplicadora de Educação não-formal com forte interesse em intervenção social, activismo e análise política; participa desde 2002 em diversos programas de intervenção educacional através da disseminação de temas relacionados com a promoção da cidadania, dos Direitos Humanos e da igualdade de género. bolseira de investigação da FCT no CIS/ISCTE-IUL

Susana Gomes da Silva: Licenciada em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 1994 enveredou pela área da educação nos museus em 2000 com uma pós graduação em Museologia e Educação pela Universidade de Barcelona (Espanha, 2000) e uma especialização em educação e comunicação em Museus pela Universidade de Leicester (Inglaterra – 2004). Desde 2001 que desenvolve actividades profissionais na área da educação nos museus. É autora de várias publicações da especialidade e professora convidada em muitas instituições a nível nacional e internacional. Como actividade principal dirigiu de Julho de 2002 a Janeiro de 2017 o serviço educativo do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), sendo atualmente a responsável de Educação do Museu Gulbenkian.

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