Cartaz do seminário

SEMINÁRIO
Como se vê negro?
A presença negra na cultura em Portugal
com o Teatro Griot e convidados
11 Fevereiro, Segunda, 18h30-21h
Lisboa, Espaço Santa Catarina (Largo Dr. António de Sousa Macedo 7D, mapa)
Preço único: €10
Ficha de inscrição

Os museus e os palcos são lugares de representação. Qual o lugar dos negros  neles? Que narrativas são partilhadas? De que é que não se fala? Quem decide o que se mostra e o que se esconde? Qual a reflexão dos negros sobre isto?

O debate público provocado pelo anúncio da criação de um Museu das Descobertas em Lisboa tem sido revelador de ideias que persistem, mas também de novas vozes que se levantam; algumas reacções à carta aberta de 100 cidadãos negros sobre este tema deram que pensar; o recurso ao “blackface” em espectáculos já não é encarado com naturalidade nem passa despercebido; e surgem ainda questões novas: na audiodescrição de uma obra ou de um espectáculo, podemos/devemos referir-nos à cor da pele dos personagenes negros? São alguns apenas dos temas que vamos abordar nesta conversa.

Diz-nos o Teatro Griot:

“O negro é a cor da transgressão, da excepção, mas também do pagão e do sagrado.

O negro é uma cor sem variações – não tem cor ou matiz. Qualquer alteração da sua intensidade o transforma em cinzento ou torna as suas variações invisíveis para o olho humano. No vestuário, o negro está associado a diferentes movimentos políticos, desde anarquistas a fascistas italianos, é também a cor da batina dos padres, da beca dos juízes e do equipamento dos árbitros. Este carácter sem variações, ideal para o uniforme que homogeneíza, tem uma dimensão invisibilizante e fixa que encontra paralelo na presença negra na sociedade portuguesa. Quais as manifestações da negrura na cultura em Portugal nos últimos 500 anos? E em 40 anos de democracia?

Mas como olhar o negro partindo do seu lugar contemporâneo? Qual o lugar de ver ou ser visto? É preciso re-interrogar.

Há quanto tempo não estamos aqui?”

Convidados

  • Abílio Neto, analista político e consultor
  • Cristina Roldão, Professora Adjunta Convidada, Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Setúbal
  • Pedro Teotónio Pereira, Museu de Santo António

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NOTA BIOGRÁFICA

O Teatro GRIOT é uma companhia que se dedica à exploração de temáticas relevantes para a construção e problematização da emergente identidade europeia contemporânea e intercultural e do seu reflexo no discurso e na estética teatral. Já levou à cena textos de vários autores, como Wole Soyinka, Pepetela, Breyten Breytenbach, William Shakespeare, Lynn Nottage, Ésquilo, Al Berto ou Genet, encenados por Rogério de Carvalho, Nuno M Cardoso, Guilherme Mendonça, Bruno Bravo, Paula Diogo, António Pires, João Fiadeiro e Zia Soares.