Como se vê negro?

Cartaz do seminário

SEMINÁRIO
Como se vê negro?
A presença negra na cultura em Portugal
com o Teatro Griot e convidados
11 Fevereiro, Segunda, 18h30-21h
Lisboa, Espaço Santa Catarina (Largo Dr. António de Sousa Macedo 7D, mapa)

Os museus e os palcos são lugares de representação. Em 2018, o aceso debate sobre a criação de um Museu das Descobertas em Lisboa revelou que existe uma imagem muito específica da aparência do cidadão português; nomeadamente, da sua cor. Os casos de uso do “blackface” e de outro aparato em espectáculos e programas televisivos para se fingir que se é negro multiplicaram-se. E depois… a audiodescrição de espectáculos e obras: referir ou não referir a cor da pele? A Acesso Cultura convidou o Teatro Griot para reflectirmos sobre estas questões e várias outras.

Diz-nos o Teatro Griot:

“O negro é a cor da transgressão, da excepção, mas também do pagão e do sagrado.

O negro é uma cor sem variações – não tem cor ou matiz. Qualquer alteração da sua intensidade o transforma em cinzento ou torna as suas variações invisíveis para o olho humano. No vestuário, o negro está associado a diferentes movimentos políticos, desde anarquistas a fascistas italianos, é também a cor da batina dos padres, da beca dos juízes e do equipamento dos árbitros. Este carácter sem variações, ideal para o uniforme que homogeneíza, tem uma dimensão invisibilizante e fixa que encontra paralelo na presença negra na sociedade portuguesa. Quais as manifestações da negrura na cultura em Portugal nos últimos 500 anos? E em 40 anos de democracia?

Mas como olhar o negro partindo do seu lugar contemporâneo? Qual o lugar de ver ou ser visto? É preciso re-interrogar.

Há quanto tempo não estamos aqui?”

Convidados
Joana Gorjão Henriques, jornalista
Outros convidados a confirmar

Ficha de inscrição
Preço único: €10

APOIO
Logo Teatro Griot 10 anosLogo Espaço Santa CatarinaLogo Junta de Freguesia da Misericórdia

 

 


NOTA BIOGRÁFICA

O Teatro GRIOT é uma companhia que se dedica à exploração de temáticas relevantes para a construção e problematização da emergente identidade europeia contemporânea e intercultural e do seu reflexo no discurso e na estética teatral. Já levou à cena textos de vários autores, como Wole Soyinka, Pepetela, Breyten Breytenbach, William Shakespeare, Lynn Nottage, Ésquilo, Al Berto ou Genet, encenados por Rogério de Carvalho, Nuno M Cardoso, Guilherme Mendonça, Bruno Bravo, Paula Diogo, António Pires, João Fiadeiro e Zia Soares.