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Formadora: Andreia Brites

Os livros não reflectem a sociedade como ela é. Há uma ausência de livros inclusivos. Por literatura inclusiva entendemos livros que apresentam uma variedade de habilidades, idades, etnias, géneros, religiões, orientações sexuais e grupos sócio-económicos. Este curso é composto por três módulos que se debruçam sobre o conceito de bibliodiversidade e a sua relação com a inclusão.

Na primeira oficina reflectimos sobre o álbum de potencial recepção infantil e as caracaterísticas que o fazem, ou não, representativo do outro na sua particularidade e universalidade. Apresenta-se um conjunto de títulos para análise e reflexão coletiva.

O segundo módulo destina-se a relacionar o livro álbum com a mediação leitora com o público infantil. A partir da leitura de um álbum levantam-se questões sobre interpretação, amplia-se a sua leitura com outro álbum e planifica-se, a partir da dinâmica do grupo, a aplicação em sala de aula ou na biblioteca.

O terceiro módulo dedica-se ao livro e ao público juvenil. Partilham-se títulos e exploram-se abordagens e perspetivas narrativas com enfoque para a voz e a identidade do leitor e das personagens.

Cada módulo tem a duração de três horas e são independentes entre si. Podem ser realizados sequencialmente ou apenas um ou dois.

Público-alvo

Mediadores de leitura: professores, bibliotecários, educadores, animadores, famílias, adultos interessados no tema.

Nota biográfica

Andreia Brites é mediadora de leitura desde 2003. Realiza sessões de promoção da leitura e de divulgação de livros e orienta clubes de leitura maioritariamente com o público infantil e juvenil. Integrou a carteira de itinerâncias da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) entre 2005 e 2011, quando esta foi interrompida. Dá formação certificada a professores nas áreas de leitura, escrita e literatura. Edita a secção infanto-juvenil da revista mensal Blimunda, da Fundação José Saramago, desde a sua criação, em 2012. Alimenta o blogue O Bicho dos Livros, que fundou com Sérgio Letria em 2006. Acredita que as bibliotecas são um dos últimos bastiões da democracia.