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Com Luís Ramos Pinto, André Barbosa, Eduardo Leonardo dos Santos
Nesta acção de capacitação, exploramos como as colecções online e em alta resolução de acesso aberto facilitam o ensino, o estudo e a investigação das colecções, além de serem excelentes ferramentas de promoção para os museus na era digital. O acesso aberto é também um pré-requisito para a inclusão de conteúdos em plataformas como a Wikipédia e a Europeana.
Durante a sessão, discutiremos as boas práticas necessárias para que museus e arquivos possam disponibilizar as suas colecções online, além de fornecer noções básicas sobre o conceito de domínio público e a importância da Wikipédia como uma plataforma de divulgação. Serão apresentados exemplos de resultados observados em museus que adotaram políticas de acesso aberto, mostrando como esta prática é fundamental para a promoção das colecções no contexto digital.
Público-alvo
Profissionais de museus e arquivos, especialmente directores e responsáveis pela inventariação e comunicação
Notas biográficas
André Barbosa é Técnico de Química de formação. Passou as últimas duas décadas ligado ao conhecimento e à cultura livre, onde prestou apoio e aconselhamento a inúmeras entidades científicas, culturais e académicas. Está envolvido na organização de eventos de outreach e formação, como a Academia Wikipédia ou os Wikidata Days, tendo feito inúmeras comunicações e formações na área do licenciamento de conteúdos digitais, partilha de dados abertos e utilização de projetos Wikimedia para a disseminação do conhecimento, seguindo
os princípios FAIR. É editor dos projectos Wikimedia desde 2008, onde se envolve especialmente na sua componente técnica, com a criação e desenvolvimento de robôs, extração de informação e processamento de dados. É um dos fundadores da Associação Wikimedia Portugal, sendo actualmente o seu presidente.
Eduardo Leonardo dos Santos é advogado, entusiasta do cruzamento entre Direito e Tecnologia. Coordenador Nacional da
Knowledge Rights 21. Fundador e Presidente da associação
D3 – Defesa dos Direitos Digitais (2017-2023); e representante da D3 na
European Digital Rights (EDRi). Consultor do Conselho da Europa em projecto sobre igualdade e não-discriminação na utilização de Inteligência Artificial pelas administrações públicas. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Pós-graduado em Direito e Tecnologia pela Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Mestrando em Direito – Especialização em Direito Empresarial e Tecnologia (“Law & Tech”) pela Nova School of Law, onde é também investigador do
NOVA Knowledge Centre on Intellectual Property & Sustainable Innovation (IPSI).
Luis Ramos Pinto é museólogo e historiador de arte, apaixonado pela internet e pelos enormes benefícios que esta pode trazer ao mundo dos museus. Coordenou uma das maiores redes mundiais de profissionais ligados ao património digital, a
rede Europeana, da qual actualmente faz parte do
conselho governativo. Foi assessor da Direcção-Geral do Património Cultural, onde orientou as políticas digitais dos 22 museus e monumentos nacionais e coordenou o projecto Portugal Arte e Património. Sempre que possível, escreve artigos sobre questões de Acesso Aberto em jornais como o
Público e o
Expresso. Em parceria com a Wikimedia Portugal, desenvolveu o primeiro
projeto GLAM-Wiki de um museu em Portugal, no Museu do Centro Científico e Cultural de Macau. Actualmente, trabalha no Atelier-Museu Júlio Pomar.