Serviços educativos: pontes de acesso

Cartaz do curso

Neste momento, ambas as edições encontram-se esgotadas. Como falta ainda algum tempo, poderá haver desistências, pelo que os interessados em ficar em lista de espera poderão preencher a ficha de inscrição.

LISBOA
27 e 28 de Março ESGOTADO
5 e 6 de Junho ESGOTADO
Segunda e terça-feira, 9h30-12h30 e 14h-17h
FPC| Museu das Comunicações

Formadoras
Inês Bettencourt da Câmara, Rita Canavarro, Sara Barriga, Elisabete Paiva, Susana Menezes

Os serviços educativos são um elemento essencial para o cumprimento da missão das instituições culturais. Vistos muitas vezes através de um prisma redutor, aquele que limita o âmbito da sua acção ao público infanto-juvenil e aos grupos escolares, os serviços educativos são um factor determinante na criação de relações significativas e duradouras com as pessoas; pessoas de todas as idades, com conhecimentos e capacidades diversos. Criam pontes de acesso à oferta cultural, contribuem para a eliminação de barreiras intelectuais e sociais, disponibilizam as ferramentas para que uma pessoa possa interrogar e interrogar-se, estimulam o pensamento crítico, levam à descoberta.

Iremos reflectir sobre estas questões com a ajuda de cinco profissionais da área, que partilharão connosco a sua filosofia e a forma como esta é praticada.

Módulo 1
Inês Bettencourt da Câmara
– Mediação no Museu. O triângulo comunicação, educação e mediação, as questões de free-choice e self-learning;
– Relação entre a mediação e o marketing no Museu;
– Análise de casos;
– O desenho de uma estratégia de mediação. A diferença entre o pensamento estratégico e as funções operacionais.

Módulo 2
Rita Canavarro e Sara Barriga Brighenti
– A mudança de paradigma: dos objetos/coleções aos públicos. A função educativa do museu;
– Problematizar o conceito de experiência museal em função do Modelo de Experiência interativa;
– Conceber projetos educativos a partir de coleções, exposições e/ou temas chave, em função dos interesses e expectativas de diferentes públicos-alvo;
– Compreender os pressupostos teóricos e as estratégias pedagógicas que estruturam as atividades educativas;
– Uma questão de interpretação ativa: ver, pensar, fazer!
– Potenciar as coleções. Programação e Mediação: a tarefa criativa de desenhar a programação educativa.

Módulo 3
Elisabete Paiva
Partilharei nesta sessão uma experiência e uma utopia. Ideias que nasceram através da prática de 9 anos a coordenar um serviço educativo e que ainda estão a fazer o seu caminho. Sugiro recolocar a ideia de “serviço educativo” a partir das especificidades da experiência artística e recolocar a ideia de “programação” a partir da sua natureza potencialmente pedagógica. O que aconteceria se um teatro se assumisse plenamente como arena de aprendizagens, sem uma hierarquia entre o programa geral e o programa educativo, sem uma fronteira entre ambos? Será possível programar o excepcional ao serviço do comum? Como poderemos tornar acessíveis e desejados reportórios diversos, ocultos e muitas vezes emergentes? Fazer de um teatro lugar de encontro entre diferentes, assembleia de espectadores?

Módulo 4
Susana Menezes
O Teatro Maria Matos não tem um Serviço Educativo tem uma programação artística regular dirigida a Crianças e Jovens de todas as faixas etárias, em contexto familiar e escolar, promovendo diferentes formas de olhar, e viver a arte contemporânea. Considero que este programa é responsável por desenhar encontros com a arte que transportem crianças e jovens para além de si mesmos, ao encontro de novas possibilidades de descoberta, leitura e entendimento dos outros e do mundo. Deve produzir e apresentar experiências performativas contemporaneas, que possam resultar num acervo individual de um conhecimento experenciado sobre teatro, dança, performance, poesia, entre outros e à consequente formação de uma opinião critica. Reduzindo, assim, a distância entre as práticas artísticas e os seus discursos, e os publicos. Deve ainda seleccionar criteriosamente as obras programadas em função de um pensar, questionar e fazer próprio do nosso tempo e apoiar os novos criadores nessa missão.


PÚBLICO-ALVO
Profissionais da cultura, especialmente quem trabalha em serviços educativos e comunicação em geral.

PREÇÁRIO
Normal: €55
Estudante / Desempregado: €45
Sócio Acesso Cultura: €35

Política de reembolsos: Em caso de desistência de participação, o inscrito terá direito ao reembolso do valor de inscrição, desde que comunique essa desistência, por escrito e com 8 (oito) dias de antecedência.
Não se aplica o disposto no parágrafo anterior, caso a desistência comprometa o número mínimo de participantes exigido para a realização do curso, caso em que o valor não será devolvido, ficando o inscrito desistente com crédito em montante igual ao valor da inscrição paga, podendo usufruir deste mesmo crédito em inscrições futuras em cursos da Acesso Cultura.

FICHA DE INSCRIÇÃO
Clique nas palavras “Ficha de inscrição”. Se não conseguir aceder, por favor contacte-nos através do email acessocultura.pt[at]gmail.com

APOIO
Fundação Portuguesa das Comunicações / Museu das Comunicações

NOTAS BIOGRÁFICAS
Elisabete Paiva
é Mestre em Estudos de Teatro, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com a dissertação “Teatro para Crianças: do impulso de jogo ao desejo de ser espectador”, e licenciada em Teatro/ Produção pela ESTC (Lisboa). Enquanto produtora independente colaborou com o Teatro O Bando, o Teatro do Vestido, Pedro Sena Nunes, Luís Castro e com o CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas. Foi entre 2006 e 2014 responsável pelo Serviço Educativo d’A Oficina, em Guimarães, designadamente do Centro Cultural Vila Flor e do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Neste contexto criou e editou jornal de artes e educação LURA e concebeu o Programa Mais Dois – Programa de Aprendizagem em Artes Performativas para o 1º ciclo. Foi a programadora do Serviço Educativo de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura. Actualmente é a Directora Artística da Materiais Diversos.

Inês Bettencourt da Câmara é Fundadora e Diretora Criativa da Mapa das Ideias. Está a terminar o Doutoramento em Ciências Sociais, tendo como tema de tese “O Museu e os seus Públicos”. De 2000 a 2016, integrou o corpo docente do Instituto Politécnico de Tomar, onde lecionou disciplinas nas áreas do Marketing, Comunicação e Gestão. Tem colaborado como formadora e docente convidada com várias instituições nas áreas da mediação, marketing e metodologia. Coordenou o projecto Europeu Museum Mediators. É responsável pelas áreas de inovação e novos projetos na Mapa das Ideias.

Rita Canavarro é licenciada em História da Arte (Universidade Nova de Lisboa, 1999). Mestre em Museums and Galleries in Education (Universidade de Londres/British Museum e Victoria & Albert Museum, 2003). Entre a sua experiência profissional conta-se o Projeto Educativo da Transforma AC para as artes contemporâneas performativas, pelo qual foi responsável, a coordenação do Serviço Educativo do Centro de Interpretação Batalha de Aljubarrota, e a coordenação de projetos educativos no Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência.  Atualmente integra a equipa do Museu do Dinheiro do Banco de Portugal. Como consultora, tem dirigido ações de extensão e mediação cultural em instituições culturais como museus, teatros, centros de artes e exposições. Foi visiting professional da Freer and Sackler Galleries em Washington DC. Docente convidada dos cursos de pós-graduação e mestrado da Universidade de Évora e da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É diretora e fundadora, desde 2009, da Associação I.Muse – Educação e Mediação na Cultura.

Sara Barriga Brighenti é licenciada em Artes Plásticas/Escultura (Lisboa). Mestre em Artes Visuais (Bruxelas), Pós- graduada em Museologia e Património (Lisboa). Museóloga e coordenadora do Núcleo do Museu do Banco de Portugal. Entre 2010 e 2011 foi responsável pelo programa educativo da Casa das Histórias Paula Rego. Anteriormente foi consultora de programação do Teatro Viriato, assessora do Ministério da Educação para o ensino artístico especializado, colaborou com a DGARTES (INOVArt), com a galeria de exposições do Rei D. Luís – IMC, entre outros (2004- 2011). Enquanto freelancer concebeu e realizou atividades e projetos educativos para o CCB, Gulbenkian- CAM, Palácio Nac. da Ajuda e Clube Unesco para a Educação Artística (1998-2010). Entre 1997 e 2010 foi docente – ensino secundário e superior – e formadora nas áreas da educação museal. É autora de publicações educativas e suportes didáticos de abordagem a projetos artísticos.

Susana Menezes é licenciada em Design de Produto na ESAD, Matosinhos. Foi bolseira Erasmus na Hogeschool, Antuérpia. Frequentou workshops de criação e método de projecto no Domain de Boibuchet, uma iniciativa do Vitra Design Museum. Frequentou o programa de mestrado em Criatividade Aplicada na Faculdade de Ciências Educativas, Universidade de Santiago de Compostela. Lecionou disciplinas artisticas no ensino preparatório e secundário. Fez Pós-graduação em Gestão Cultural nas Cidades no INDEG/ ISCTE. Desde 2001 está ligada à Programação em Serviços Educativos tendo iniciado esta actividade no Teatro do Campo Alegre. Foi consultora para as actividades educativas da Artemrede, Teatros Associados. Em 2006 deu início ao Programa para Crianças e Jovens do Teatro Maria Matos onde continua actualmente.